Goiânia – O ex-prefeito de Uruaçu, no norte goiano, Lourenço Pereira Filho, de 55 anos, foi preso suspeito de forjar o próprio sequestro, com o objetivo de extorquir dinheiro de familiares. Além dele, Cláudio Eduardo Noronha, de 52, foi detido como comparsa.
De acordo com a Justiça, a dupla arquitetou uma farsa, que teria começado em 14 de maio, depois de contrair uma dívida de R$ 4 mil. No mesmo dia, os parentes começaram a receber ligações de um suposto sequestrador.
Entenda o falso sequestro
- Em 14 de maio, a família de Lourenço comunicou o desaparecimento dele à polícia. Durante os contatos telefônicos, o suposto criminoso exigiu R$ 4 mil em dinheiro, apenas para indicar o local onde o ex-prefeito estaria e, assim, “libertá-lo”.
- Diante da denúncia, as equipes policiais marcaram então um ponto de encontro para a entrega do dinheiro ao suposto sequestrador. No local, os agentes prenderam Cláudio em flagrante. Ele, por sua vez, acabou indicando o apartamento no setor União onde Lourenço estava escondido.
- Quando chegaram, os policiais constataram que o ex-prefeito não sofria qualquer ameaça nem estava impedido de sair. Com isso, a polícia caracterizou a situação como uma armação dos dois para extorquir os próprios parentes de Lourenço, incluindo, pessoas em situação de vulnerabilidade.
Dívida
De acordo com o delegado responsável pelo caso, William Bretz, os dois suspeitos são amigos e estavam bebendo quando fizeram uma dívida de R$ 4 mil, valor que supostamente tentaram extrair da família de Lourenço. O investigador acredita que os dois agiram em conjunto para enganar os familiares.
No documento de audiência de custódia, consta que o ex-prefeito tem problemas de saúde, incluindo cirrose hepática, diabetes e baixa contagem de plaquetas. Em uma das ligações para a extorsão, ele teria conseguido apenas pronunciar lentamente o nome de um familiar.
Segundo a polícia, o período entre a última ligação e a prisão dos dois durou cerca de seis horas — ambos não aparentavam estarem sóbrios quando foram encontrados.
Lourenço e Cláudio foram encaminhados ao complexo prisional de Aparecida de Goiânia, onde permanecem à disposição da Justiça. Após as prisões, as investigações continuam na 4ª Delegacia Distrital da Polícia Civil, em Goiânia.



