O defensor denunciado por uma servidora da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) por assédio moral e sexual é Rogério Borges Freitas (foto em destaque). Como medida cautelar, ele foi afastado do cargo pela instituição enquanto as denúncias são apuradas.


Segundo boletim registrado na Polícia Civil de Mato Grosso em 22 de abril deste ano, a servidora relata ter sido vítima de importunação sexual e de violência psicológica praticada de forma verbal. O caso está sob investigação.

Rogério Borges Freitas é graduado em ciências jurídicas, especialista em inteligência estratégica de Estado, mestre em direito e doutor em ciências jurídicas. Também atuou como professor de direito civil e processo civil em instituições de ensino superior de Mato Grosso.

A coluna tenta localizar a defesa de Rogério. O espaço segue aberto.

“Humilhações”

Uma servidora da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) denuncia ser alvo de humilhações e exclusão no ambiente de trabalho após denunciar o defensor.

A coluna teve acesso a gravações nas quais a mulher relata, aos prantos, que a forma como tem sido tratada pelo “Dr. Rogério” tem provocado profunda tristeza.

“A forma como eu fui tratada hoje na reunião lá, com o doutor Rogério… Eu acho que eu não mereço o que venho passando aqui desde quando entrei na diretoria-geral. Olha, eu só estou aqui porque eu preciso mesmo”, lamenta.

A mulher afirma que permanece no trabalho apenas porque tem filhas para criar e relata que até colegas que testemunharam a situação ficaram incomodados com a maneira como ela foi tratada. O episódio mencionado por ela, no entanto, não foi detalhado na gravação.

A vítima formalizou as denúncias de assédio moral e sexual no dia 22 de abril deste ano. A ocorrência não descreve as situações, mas classifica os crimes como consumados.

Afastado do cargo

Procurada pela coluna, a Defensoria Pública informou que Rogério Freitas foi afastado do cargo que ocupava após se tornar alvo das denúncias.

“A Defensoria Pública recebeu denúncia formal envolvendo um membro da Administração Superior da instituição e adotou as medidas administrativas cabíveis. Nesse sentido, e com o objetivo de garantir a lisura do processo, determinou, de forma cautelar, o afastamento do membro”, declarou.

O órgão afirmou ainda, por meio de nota, que, em atenção à proteção da imagem, à condição de vulnerabilidade da vítima e à prevenção da revitimização, a Defensoria Pública trata eventuais denúncias nas esferas adequadas, garantindo acolhimento responsável e respeito às medidas consideradas mais adequadas para cada caso.



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