O executivo chileno Germán Naranjo Maldini, preso no Brasil após protagonizar um episódio de injúria racial e homofobia durante um voo da Latam entre São Paulo e Frankfurt, aguarda uma decisão da Justiça brasileira em uma cela compartilhada com outros 11 detentos no presídio de Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com a defesa, o chileno afirma não se lembrar do ocorrido e teria enfrentado problemas psicológicos no momento da confusão. “Está extremamente triste, consternado, envergonhado com tudo isso, e pede desculpas públicas a todos os brasileiros, em especial, ao tripulante Bruno, que se sentiu ofendido, dizendo que essa conduta é incompatível com a sua vida, com o seu histórico, e que jamais poderia fazer algo nesse sentido de maneira consciente, de maneira intencional”, disse o advogado Carlos Kauffmann. O caso gerou forte repercussão no Chile e levou até o governo chileno a se manifestar publicamente, condenando o comportamento do empresário.

Ao repercutir o episódio, o jornal chileno La Tercera destacou que a audiência que pode definir o futuro do empresário deve ocorrer nos próximos dias. Naranjo foi detido após vídeos mostrarem o momento em que ele faz ofensas racistas contra um comissário de bordo brasileiro, além de comentários homofóbicos e tentativas de intimidar a tripulação.

A companhia aérea Çatam classificou a atitude como “deplorável” e informou que colaborou com as autoridades. Após a repercussão do caso, a empresa chilena Landes, onde Naranjo atuava como gerente comercial, anunciou o afastamento do executivo.



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