A Abraget (Associação Brasileira de Geradoras Térmica) e um grupo de 15 especialistas lançaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa do LRCap 2026 (Leilão de Reserva de Capacidade).
O documento tem oito itens em que o grupo apresenta informações para justificar a manutenção do LRCap, que vem enfrentando críticas, uma ação judicial que questiona os valores finais e obrigou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a retirar de pauta a adjudicação e homologação do resultado.
O manifesto estima que, sem o leilão, o Brasil teria custo de R$ 970 bilhões em função da possibilidade de blecautes e racionamentos, que seriam evitados apenas com os projetos termelétricos e hidrelétricos contratados no certame.
Assinam o manifesto o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; o ex-presidente da CIGRÉ-Brasil, Eduardo Nery; o ex-diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema), Luiz Carlos Ciocchi; o ex-presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Reive Barros e o economista Adriano Pires, entre outros. A Abraget (Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas) também assina documento.
Segundo os especialistas, o uso das baterias não atende aos critérios de confiabilidade e são uma tecnologia ainda não testada no Sistema Elétrico Brasileiro. “O tempo de descarga de uma bateria é de 4 horas. Como atender a um critério que demanda 24 horas por dia? Multiplicando as baterias?”, questiona o documento.
Realizado em março, o certame terminou com 100 empreendimentos vencedores e investimentos superiores a R$ 64 bilhões. Foram contratados 19GW de potência em produtos que se estendem até 2030.