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O governo Donald Trump anunciou nesta segunda-feira, 18, a criação de um fundo de US$ 1,776 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) destinado a indenizar aliados do presidente dos Estados Unidos e republicanos que alegam ter sido alvo de perseguição política durante a administração anterior, do democrata Joe Biden.

Batizada de “Fundo Anti-instrumentalização”, a medida foi apresentada pelo Departamento de Justiça americano como parte de um acordo para encerrar um processo de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) movido por Trump contra a Receita Federal (IRS, na sigla em inglês) após o vazamento de suas declarações de imposto de renda.

Sob os termos do acordo divulgado pelo Departamento de Justiça, um grupo de cinco pessoas selecionadas pelo procurador-geral interino, Todd Blanche, supervisionará o fundo bilionário. Ainda não está claro quem poderá ser beneficiado pelos recursos do fundo.

Blanche, por sua vez, afirmou que a iniciativa cria “um processo legal para que vítimas sejam ouvidas e possam buscar reparação”.

Onda de críticas

A criação do fundo, no entanto, provocou uma dura reação entre democratas e organizações de fiscalização. Críticos classificaram o acordo como inédito e possivelmente ilegal, alegando que tal arranjo pode abrir espaço para o uso de recursos públicos em benefício de aliados políticos de quem quer que ocupe o Salão Oval.

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“Trata-se de um esquema para retirar US$ 1,7 bilhão dos cofres públicos e transformá-los em um caixa paralelo”, denunciou Jamie Raskin, principal democrata no Comitê Judiciário da Câmara, ao acusar o governo de favorecer apoiadores.

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Desde sua volta à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump alega que órgãos de investigação foram “instrumentalizados” contra ele e seus aliados durante o governo de Joe Biden, citando como exemplos as investigações e acusações que enfrentou após deixar a presidência em 2021.

O ex-procurador-geral Merrick Garland, no entanto, sempre negou motivação política nos inquéritos e afirmou que todas e quaisquer decisões foram tomadas com base em evidências. Durante sua gestão, o Departamento de Justiça também investigou o próprio Biden e processou seu filho, Hunter Biden



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