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Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, 18, a prorrogação por mais 30 dias da isenção de sanções para carregamentos de petróleo russo que já estavam em alto-mar. A decisão ocorre em meio à disparada dos preços globais da energia provocada pela guerra envolvendo Irã, Israel e forças americanas no Oriente Médio.

A autorização temporária foi confirmada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que afirmou que a medida pretende evitar desabastecimento em países mais vulneráveis e reduzir a instabilidade no mercado internacional de petróleo.

Segundo o Departamento do Tesouro, a nova “licença geral temporária” permitirá que nações que dependem mais de importações para sua segurança energética tenham acesso ao petróleo russo atualmente retido no mar por causa das restrições impostas por Washington desde o início da guerra na Ucrânia.

“Isso proporcionará flexibilidade adicional e ajudará a estabilizar o mercado físico de petróleo bruto”, escreveu Bessent nas redes sociais.

Crise de petróleo

Esta é a segunda vez que o governo americano amplia a exceção às sanções impostas ao petróleo russo. A medida havia sido adotada inicialmente em março, diante das dificuldades crescentes no abastecimento global de energia.

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A tensão se agravou após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadear uma série de represálias na região. Entre elas, houve ataques ao complexo petrolífero das monarquias árabes do Golfo e ações que praticamente bloquearam o Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde transitava cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a interrupção parcial da circulação marítima na região, os preços internacionais do petróleo dispararam nas últimas semanas. Nos Estados Unidos, consumidores já enfrentam aumento expressivo no custo da gasolina, que supera em mais de 50% os níveis registrados antes da escalada da guerra.

A isenção anterior para os carregamentos russos transportados por via marítima expirou no último sábado 16. A renovação temporária, segundo autoridades americanas, busca evitar um agravamento ainda maior da crise energética global enquanto persistem as tensões no Oriente Médio.



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