O dólar iniciou o pregão desta segunda-feira (18/5) em queda expressiva de 1,03% frente ao real, cotado a R$ 5,01, às 10h10. O movimento representa uma recuperação parcial da última sessão, na sexta-feira (15/5), quando a moeda registrou alta de 1,63%.
O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), começou o pregão com leve baixa. No mesmo horário (10h10), ele recuava 0,12%, aos 177.075 pontos. Na sexta-feira, o indicador anotou queda de 0,61%, aos 177.284 pontos.
A queda do dólar (parcial, uma vez que a sessão ainda está no começo) ocorre num contexto de redução, ainda que tênue, da tensão global provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Nesta manhã, as agências internacionais informaram que o Paquistão compartilhou com Washington uma proposta revisada para encerrar o conflito.
No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu em sua plataforma Truth Social que o tempo para a conclusão de um acordo entre os dois países estava se esgotando. “E é melhor eles (os iranianos) se mexerem, rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é essencial”, ameaçou, mais uma vez, o republicano.
Petróleo
A partir da informação sobre a nova proposta do Irã, a pressão sobre o preço do petróleo diminuiu, embora ela não tenha se dissipado por completo. Às 9h40, o barril do tipo Brent, que serve de referência internacional para a commodity, subia 0,21%, a US$ 109,52. Por outro lado, o tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, caía 4,08%, a US$ 101,12 por barril.
Além de recuar em relação ao real, diante da queda da tensão global, o dólar também cai nesta segunda-feira no mercado global. Às 10h20, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como euro, iene e libra esterlina), baixava 0,22%, aos 99,06 pontos.
Eleições
No ambiente interno, os investidores seguem de olho no impacto político da relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Pesquisa do Datafolha divulgada na sexta-feira (15/5) não indicou um desgaste do senador.
No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 38% das intenções de voto contra 35% de Flávio. No segundo turno, eles seguem empatados com 45%. A maior parte das entrevistas, porém, foi feita antes da revelação do vínculo entre o senador e o ex-banqueiro.
Também na sexta-feira, contudo, um tracking diário da Atlas mostrou que Lula abriu uma vantagem de sete pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. No levantamento, o petista aparece com 49,1% das intenções de voto, contra 42,6% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.