A Ucrânia lançou uma bem-sucedida ofensiva contra Moscou, na Rússia, no domingo. Trata-se de uma rara demonstração de força: embora as forças ucranianas já tenham mirado a capital anteriormente, o ataque de larga escala deste fim de semana conseguiu ultrapassar as potentes defesas russas e alvejou uma gama de alvos. Em comunicado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os bombardeios alcançaram áreas a mais de 500 quilômetros de distância– um feito “significativo” pela pluralidade de sistemas aéreos.

“Eles (os sistemas) protegem principalmente a área ao redor de sua sede de poder. Mas as medidas de longo alcance ucranianas já estão superando isso”, disse Zelensky. “Como eu disse ontem, os russos deveriam estar pensando em suas refinarias, suas instalações petrolíferas e empresas – e não em como arruinar a vida de outras nações, seja na Ucrânia, na Moldávia ou em qualquer outro país vizinho.”

Centro político e econômico da Rússia, Moscou é protegida por escudos de ponta. O triunfo ucraniano, então, se dá pelo uso de drones de longo alcance — como o RS-1 Bars, o FP-1 Firepoint e o recém-desenvolvido Bars-SM Gladiator — nos ataque. Cada um deles é capaz de transportar de 50 a 113 quilos de explosivos. A força desses drones e de outros mísseis tem possibilitado Kiev a ampliar a escala e o alcance dos bombardeios.

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Resultado: a fábrica de Angstrem, que produz componentes eletrônicos de rádio e microchips para armas de precisão, a refinaria de petróleo de Moscou e estações de bombeamento de petróleo em Solnechnogorsk e Volodarskoye, próximas a Moscou, foram atingidas. A onda de drones gerou perturbações pela capital, incluindo o redirecionamento de mais de 50 voos civis e ao atraso de mais de 30, segundo o Ministério dos Transportes do país. A Rússia, contudo, amenizou os danos e informou que e 714 drones foram abatidos.

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“No último dia, nossas Forças de Defesa também atacaram instalações no território temporariamente ocupado – inclusive na Crimeia. Nossas capacidades de longo alcance estão mudando significativamente a situação – e, de forma mais ampla, a percepção mundial da guerra da Rússia”, indicou Zelensky. ” A guerra está, previsivelmente, retornando ao seu “porto de origem”, e este é um sinal claro de que não se deve iniciar uma luta com a Ucrânia ou travar uma guerra de conquista injusta contra outro povo – especificamente, contra o povo.”

 

 



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