Em uma entrevista publicada neste domingo, 17, no jornal americano The Washington Post, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que acredita na possibilidade de diálogo com o presidente americano, Donald Trump, e disse que não irá desistir de tentar convence-lo a negociar não só a questão das sanções comeciais que impôs ao Brasil, mas também em pontos com suas interações em países como Cuba, Venezuela e até o Irã. “Se eu consegui fazer o Trump rir, eu consigo outras coisas também”, disse Lula ao jornal. “Não se pode simplesmente desistir.” Foi a primeira entrevista do presidente brasileiro desde seu encontro com Trump em 8 de maio, em Washington.

Na conversa, Lula contou que comentou com Trump a respeito da seriedade em seus retratos oficiais pendurados no salão na Casa Branca e disse que era preciso sorrir. Trump, de acordo com Lula, afirmou que as pessoas preferem líderes sérios. “Só nas eleições. Agora que você está governo você pode sorrir”, respondeu Lula.

O petista também afirmou que as conversas recentes e a aproximação a Donald Trump são uma oportunidade de rebater “falsidades” que, de acordo com ele, alimentaram a agressividade tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil – Trump chegou a aplicar uma tarifa de 50% sobre as importações americanas de produtos brasileiros, a mais alta do mundo, e creditou a barreira à época ao que chamou de perseguição injusta ao ex-presidente Jair Bolronaro. “Eu nunca vou dizer a Trump para não gostar de Bolsonaro, isso é um problema dele”, disse Lula. “Eu não preciso fazer nenhum esforço para que veja que eu sou melhor que Bolsonaro. Ele já sabe disso.”

Em atualização 



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