Comprar um imóvel na planta costuma atrair quem busca preços mais acessíveis, maior potencial de valorização e condições de pagamento mais flexíveis. Nesse modelo, o comprador adquire uma unidade ainda em construção e pode financiar parte do valor ao longo da obra e após a entrega das chaves.
O processo, porém, funciona de forma diferente do financiamento tradicional de imóveis prontos. Existem regras específicas sobre entrada, correção monetária, aprovação de crédito e liberação do financiamento bancário.
A MRV, maior construtora da América Latina, atua nesse mercado oferecendo opções de parcelamento durante as obras, financiamento habitacional e suporte ao comprador em etapas como análise documental e simulação de crédito.
O que é um financiamento de imóvel na planta?
O financiamento de imóvel na planta é uma modalidade de compra em que o imóvel ainda está em construção no momento da assinatura do contrato. O comprador fecha contrato para receber o imóvel após a conclusão das obras e realiza pagamentos divididos em duas etapas:
- Período de obras;
- Financiamento após entrega das chaves.
Esse modelo costuma oferecer preços menores em comparação a imóveis prontos, justamente porque o comprador assume o prazo de espera pela conclusão do empreendimento.
Como funciona o pagamento durante a obra?
Durante a construção, o comprador normalmente paga o valor de entrada, parcelas intermediárias e reforços anuais em alguns contratos.
Nessa fase, geralmente não há cobrança de juros de financiamento bancário.
O valor das parcelas costuma sofrer apenas correção monetária pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil), indicador que acompanha os custos da construção no país.
O período de obras costuma variar entre 16 e 36 meses. O prazo depende do estágio do empreendimento e do cronograma da construtora.
O que acontece após a entrega das chaves?
Com a conclusão da obra e emissão do Habite-se, começa a segunda etapa da operação. Nesse momento, o comprador pode:
- Quitar o saldo restante à vista;
- Financiar o valor restante com um banco;
- Utilizar FGTS para reduzir o saldo devedor.
É nessa fase que ocorre o financiamento imobiliário tradicional, com cobrança de juros e parcelas de longo prazo.
Em muitos casos, a aprovação bancária definitiva acontece próximo da entrega do imóvel.
O imóvel na planta pode ser financiado desde o início?
Sim. Em muitos empreendimentos, o comprador já inicia o processo com análise de crédito e previsão de financiamento futuro.
A construtora faz uma avaliação inicial da renda, o cliente simula parcelas, o banco analisa capacidade de pagamento e o contrato prevê o financiamento na entrega das chaves.
A MRV realiza simulações integradas ao financiamento habitacional ainda durante a fase de lançamento do empreendimento.
Por que imóveis na planta costumam ser mais baratos?
O imóvel na planta normalmente tem preço menor porque o comprador aceita esperar pela entrega da unidade. Além disso:
- Parte da obra ainda será executada;
- A construtora busca acelerar vendas no lançamento.
Sendo assim, o comprador pode obter condições de pagamento mais flexíveis, entrada parcelada e potencial de valorização até a entrega.
O financiamento de imóvel na planta tem juros?
Depende da etapa da compra. Durante a obra, normalmente há correção pelo INCC e parcelas sem juros bancários tradicionais.
Após a entrega das chaves, passam a valer juros do financiamento imobiliário, parcelas de longo prazo e regras do banco financiador. As taxas variam conforme:
- Renda;
- Relacionamento bancário;
- Prazo do contrato;
- Modalidade de crédito;
- Uso de programas habitacionais.
Quais são as vantagens de financiar um imóvel na planta?
Entre os principais benefícios de financiar um imóvel na planta estão:
- Preço geralmente menor do que imóveis prontos;
- Possibilidade de valorização do imóvel;
- Entrada parcelada;
- Maior prazo para planejamento financeiro;
- Possibilidade de personalização da unidade;
- Uso do FGTS na entrada ou financiamento.
Quais cuidados o comprador deve ter?
Antes de fechar negócio, especialistas recomendam avaliar:
- Histórico da construtora;
- Prazo de entrega;
- Documentação do empreendimento;
- Memorial descritivo;
- Condições do contrato;
- Índice de correção aplicado nas parcelas.
Também é importante pesquisar a reputação da empresa, empreendimentos já entregues, avaliações de clientes e situação financeira da incorporadora.
A MRV, por exemplo, está entre as empresas do setor que disponibilizam histórico de empreendimentos e canais de atendimento para acompanhamento das etapas da compra: o comprador fica por dentro da evolução da obra, pode tirar dúvidas sempre que precisar e tem clareza de todos os processos envolvidos.
Vale a pena financiar diretamente com a construtora?
Em alguns casos, financiar diretamente com a construtora pode facilitar aprovação de crédito, negociação da entrada, parcelamento durante a obra e flexibilidade contratual.
Isso acontece porque a incorporadora também possui interesse direto na venda das unidades.
Qual percentual da renda pode ser comprometido?
O mercado costuma trabalhar com o limite de até 30% da renda mensal comprometida com parcelas. Esse percentual busca evitar desequilíbrio financeiro ao longo do contrato.
Além da prestação do imóvel, o comprador também deve considerar no seu orçamento:
- Condomínio;
- IPTU;
- Contas domésticas;
- Custos de mudança;
- Despesas cartorárias.
O imóvel na planta pode valorizar?
Sim. A valorização é um dos principais atrativos desse tipo de compra. Isso costuma ocorrer porque:
- O imóvel é adquirido por preço inicial mais baixo;
- A região pode se desenvolver durante as obras;
- A entrega ocorre com valor de mercado atualizado.
Empreendimentos localizados em áreas de expansão urbana tendem a apresentar maior potencial de valorização ao longo dos anos.