Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão incomodados com a reação tímida de aliados próximos do senador em defesa dele, após o vazamento de mensagens do presidenciável ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos bastidores, caciques importantes da campanha reclamam que parlamentares mais distantes, como Sergio Moro, têm defendido o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro de forma mais enfática que aliados próximos.
Na avaliação dos auxiliares de Flávio, lideranças do PL ligadas ao senador têm optado por uma defesa política tímida do presidenciável por temor de que o episódio contamine suas próprias campanhas em seus estados.
A leitura na campanha é de que é preciso mobilizar aliados para defender Flávio enfaticamente, pois o episódio do vazamento do áudio e mensagens a Vorcaro seria mais uma crise política do que jurídica.
Esse diagnóstico foi feito pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), na reunião de emergência realizada por Flávio na tarde da quarta-feira (13/5), logo após o site Intercept Brasil divulgar as mensagens.
Ao ver a equipe jurídica da campanha chegando para a reunião, Sóstenes questionou, em tom de brincadeira, para que tantos advogados presentes, se o problema de Flávio seria político, e não jurídico.




