Ler Resumo

Na infância, o nova-iorquino Stanley Tucci amava assistir ao programa culinário The French Chef, apresentado por Julia Child (1912-2004), pioneira do formato que tornou a arte de cozinhar em entretenimento televisivo. Do sofá da sala para a prática no fogão foram poucos passos que, de tão naturais, passaram a fazer parte do cotidiano da família — seus pais, um professor de arte e uma escritora, tinham ascendência italiana, com raízes na Calábria, influenciando o cardápio do lar. Hoje, aos 65 anos, com uma prolífica carreira em Hollywood, o ator desfruta do sucesso de quem pode trabalhar com o que ama — sendo o ponto alto dessa receita a série Tucci na Itália, que acaba de ganhar uma segunda temporada no Disney+.

Na produção de cinco episódios, ele viaja pelo país europeu, come e bebe do bom e do melhor e ainda é pago para exercer sua verdadeira vocação: a de um bon vivant. No processo, encontra suas raízes. “Essa conexão existe através da minha linhagem. Falo o idioma desajeitadamente, mas tudo está no meu DNA”, disse o americano a VEJA. Entre visitas a fazendas e restaurantes, além de passeios por cidades como Nápoles, ele explora prazeres das mesas locais, como uma massa finalizada sobre pedras marítimas levadas ao fogo e uma salada de limões-sicilianos. Ao mesmo tempo, investiga a riqueza cultural ao redor, contando histórias de pessoas que honram o legado de suas famílias — e seus negócios centenários.

ESTILO - Com Meryl em O Diabo Veste Prada 2: filme de 2006 ajudou a impulsionar a popularidade do ator
ESTILO - Com Meryl em O Diabo Veste Prada 2: filme de 2006 ajudou a impulsionar a popularidade do ator (James Devaney/Getty Images)

Homem de muitos talentos, Tucci se destaca em tudo o que se propõe a fazer. Tal dedicação fez dele um nome onipresente no cinema, na TV e nos palcos. Atualmente, além do programa culinário no Disney+, pode ser visto na série Citadel, no Prime Video, e nos cinemas, com O Diabo Veste Prada 2 — sequência do filme que, em 2006, impulsionou sua popularidade em Hollywood, ao interpretar um adorável produtor de moda.

Versátil, em 2009 concorreu ao Oscar pelo papel de um assassino em Um Olhar do Paraíso — mesmo ano em que deu vida, vejam só, ao marido de Julia Child no filme Julie & Julia. Paralelamente ao auge da carreira, lidou com duros dramas pessoais: perdeu a primeira esposa, vítima de um câncer, e encarou ele próprio o diagnóstico da doença. Recuperado, mergulhou na paixão pela gastronomia, lançando livros e séries documentais dentro do tema. Na pandemia, viralizou nas redes fazendo drinques — e logo virou garoto-propaganda de uma renomada marca de gim. Em 2023, realizou o sonho de morar em Roma, onde interpretou um cardeal ávido para virar papa no filme Conclave. Eis aqui um astro com fome de viver.

Publicado em VEJA de 15 de maio de 2026, edição nº 2995



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *