O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou à CNN, nesta sexta-feira (15), que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tenha gerenciado recursos captados para o filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração ocorre após nova reportagem do Intercept Brasil afirmar que Eduardo atuou como produtor-executivo do longa e teria participação em decisões relacionadas ao orçamento e ao financiamento da produção.

Segundo a publicação, um contrato assinado em novembro de 2023 previa que Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias (PL) atuariam como produtores-executivos do projeto por meio da empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos.

O documento atribuiria a Eduardo funções ligadas às “considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme”, incluindo apoio na busca de investidores, patrocínios e incentivos fiscais.

À CNN, Flávio afirmou que o irmão não participou da gestão financeira da produção.

“O Eduardo não tem participação nisso. Ele vai soltar um vídeo que vai deixar tudo muito claro. Ele não fez gestão de dinheiro. Na verdade, ele foi uma pessoa que pôs dinheiro do bolso dele nesse projeto. Ele que conseguiu o diretor com padrão hollywoodiano”, afirmou.

O senador também negou que recursos do fundo privado utilizado para financiar o filme tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro.

“Não existe nenhum centavo colocado nesse fundo privado que tenha ido para o Eduardo”, declarou.

A nova reportagem do Intercept também cita mensagens atribuídas a Eduardo nas quais ele orientaria que os recursos para o filme fossem movimentados nos Estados Unidos.

“O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para os EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos”, declarou Eduardo, segundo a reportagem.

A reportagem, no entanto, não divulga a data em que as mensagens foram trocadas.



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