
Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um novo pedido de CPMI do Banco Master, na esteira da divulgação de áudio no qual Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a conclusão do filme “Dark Horse”, obra biográfica sobre Jair Bolsonaro.
Ao programa Ponto de Vista nesta quinta-feira, 14, Viana defendeu que uma investigação parlamentar — em paralelo às investigações da Polícia Federal — será “isenta”. Ele também criticou o que classificou de “vazamento seletivo” da conversa entre Flávio e Vorcaro em pleno ano eleitoral.
“Hoje vazou o áudio específico com relação ao [Flávio] Bolsonaro, e ele tem que dar explicações. Mas a investigação é muito mais ampla. Se nós tivermos uma investigação isenta, vão aparecer alvos também envolvendo líderes da esquerda. O problema é que o vazamento seletivo no ano eleitoral acaba gerando uma polarização, que nos impede de investigar corretamente”, disse.
O presidente da CPMI do INSS também afirmou que a investigação “ultrapassa questões partidárias e de governos” e disse esperar que não haja um “acordão” para que o colegiado não saia da gaveta. “Nós já temos pedidos aprovados que estão engavetados pelo Davi Alcolumbre [presidente do Senado] e pelo Hugo Motta [presidente da Câmara], os dois que decidiram não colocar adiante”, declarou.
Questionado sobre o fim melancólico da CPMI do INSS, que terminou sem a aprovação do relatório final — e sobre o risco de que isso se repita com a possível investigação acerca do Master –, Viana ponderou que a apuração que teve como alvo os descontos indevidos nos benefícios de pensionistas e aposentados teve avanços, mas que teve impacto do “clima político”.
“Nós conseguimos o sigilo do Lulinha, conseguimos convocar o irmão do presidente da República, e veio uma decisão do Supremo que barrou. Fugir do clima político é impossível. Todas as forças, tanto ideológicas quanto partidárias, elas se convergem ou se opõem”.
O senador disse, ainda, que o avanço feito pela CPMI do INSS
“Nossa investigação [do INSS] estava muito mais avançada do que alguns pontos da Polícia Federal, quando nós começamos a entrar na CPI do Banco Master, nós já sabíamos do tamanho das implicações que teríamos, de envolvimento de parlamentares nos arquivos em que envolviam a ex-namorada, o pastor Zettel, a figura de Augusto Lima, os líderes do PT, ou seja, a investigação caminhava para o atual governo, que tem também implicações nessa questão”, disse.
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