
O chefe da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, Mike Banks, renunciou nesta quinta-feira, 14, após vir à tona um escândalo de prostituição. Seis funcionários antigos e atuais da principal agência de controle da divisa americana afirmaram à revista Washington Examiner que Banks se gabava de pagar regularmente por sexo com prostitutas em viagens à Colômbia e Tailândia por uma década. O caso teria sido investigado duas vezes, com a última tendo sido encerrada pela então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
“Chegou a hora”, disse Banks em entrevista à emissora Fox News, sem mencionar a polêmica. “Sinto que consegui colocar o país de volta nos trilhos, transformando a fronteira menos segura, mais desastrosa e mais caótica na fronteira mais segura que este país já viu.”
Após o anúncio da saída, o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), Rodney Scott, agradeceu a Banks “por suas décadas de serviço a este país”. O comunicado mencionou que se trata da sua segunda aposentadoria e que o agora ex-chefe da patrulha da divisa sul voltou ao serviço “durante um dos períodos mais desafiadores para a segurança de fronteiras”.
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“Durante seu período como chefe, a fronteira foi transformada do caos na fronteira mais segura já registrada. Desejamos a ele e sua família tudo de bom”, acrescentou Scott.
No cargo desde o início de 2025, Banks assumiu papel central na supervisão da ampliação de ações penais por travessias ilegais. Ele também intensificou a cooperação entre a patrulha e o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), alvo de protestos pela violência em abordagens e pela morte de dois americanos em operações. Em novembro do ano passado, alertou que seus agentes iriam “a qualquer lugar dos Estados Unidos” para prender imigrantes irregulares.
Não é a primeira vez que um funcionário do governo Trump deixa o posto abruptamente. Em janeiro, Gregory Bovino, outro chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, foi afastado das operações em Minneapolis, palco de fervorosos protestos anti-ICE. A saída da cidade ocorreu após Bovino usar um casaco comparado a uniformes nazistas. Ele retornou ao posto de controle de fronteira em El Centro, na Califórnia, antes de se aposentar.