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O PL do Ceará declarou apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB-CE) ao governo do estado nesta quinta-feira, 14, ignorando a posição contrária da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), que interrompeu as negociações no ano passado, abriu um racha na direita e passou a criticar o tucano intensamente nas redes sociais.

Dia 16, Ciro lançará sua pré-candidatura a governador do Ceará, e eu vou estar junto. Não porque eu virei outra pessoa, não porque eu desisti das bandeiras que eu defendo, mas porque existe uma hora em que é preciso escolher: ou você fica na sua zona de conforto em nome de uma suposta coerência e enquanto tudo ao seu redor vai abaixo, ou sai dessa zona e assume a responsabilidade de fazer o que precisa ser feito”, declarou Fernandes, tentando se explicar ao eleitor bolsonarista, em vídeo publicado há pouco nas redes sociais.

O parlamentar, responsável por conduzir as negociações de uma aliança do PL com Ciro Gomes desde o início, falou também das diferenças que existem entre ele e Ciro, afirmando que devem continuar a existir no futuro. “Eu já critiquei Ciro Gomes, ele já me criticou. Discordamos em praticamente tudo o que dava para discordar e, provavelmente, discordaremos de mais algumas coisas quando essa eleição passar (…). Não temos outra opção a não ser tirar essa corja [o PT] do poder de uma vez por todas. E, para isso, toda ajuda é bem-vinda (…). O Ceará não aguenta mais quatro anos de PT”, declarou.

Ciro Gomes aparece nas pesquisas com chance de vitória em primeiro turno contra o atual governador, Elmano de Freitas (PT). No entanto, a incerteza sobre a posição do petista — se realmente será candidato ou não — deixa o cenário nebuloso. O ex-governador do Ceará, antecessor de Elmano, e ex-ministro da Educação de Lula, Camilo Santana (PT), surge como nome viável e que possui chance de vitória contra Ciro Gomes, segundo as últimas pesquisas.

A aliança do PL com o PSDB no estado deve emplacar o nome do pai de André Fernandes, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE), para disputar uma vaga ao Senado na chapa de Ciro Gomes. O outro nome esperado é o do ex-deputado federal Capitão Wagner (União-CE).

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Desde que as negociações para a aliança vieram à tona, com a discordância de Michelle, a ex-primeira-dama passou a defender que o PL apoiasse o nome do senador Eduardo Girão (Novo-CE) para disputar o governo cearense e esteve, inclusive, no lançamento da candidatura dele no estado. O nome que ela defendia para disputar o Senado era o da vereadora mais votada do Nordeste em 2024, a vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa (PL-CE), que também deverá ser escanteada pelo acordo.



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