A produtora responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), GOUP Entertainment, ainda não solicitou autorização para lançamento comercial da obra no Brasil.
A informação foi confirmada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) ao Metrópoles, nesta quinta-feira (14/5).
“Não consta da base de dados da Ancine pedido de registro para lançamento comercial da obra no Brasil”, informou a agência reguladora.
Na prática, a ausência de registro impede, por ora, o lançamento comercial do filme no Brasil. Pela regulamentação, obras audiovisuais precisam de cadastro prévio junto ao órgão para exibição em salas de cinema.
O procedimento, no entanto, é burocrático e pode ser realizado posteriormente, caso a produtora decida distribuir o filme no país.
Segundo o ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro na obra, a previsão é de estreia nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2026. Já o site especializado Deadline afirmou, em abril, que o filme ainda não tem data oficial e segue em busca de distribuição.
Vorcaro pagou R$ 61 milhões para filme de Bolsonaro
- A produção ganhou novos contornos após a divulgação de um áudio, revelado pelo The Intercept Brasil, no qual o senador Flávio Bolsonaro aparece pedindo recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa, em produção nos Estados Unidos.
- De acordo com a reportagem, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, dentro de um contrato que somaria R$ 134 milhões.
- Parte dos valores teria sido transferida para um fundo nos EUA ligado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
- Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou qualquer repasse ao ser questionado.
- Posteriormente, divulgou um vídeo confirmando que solicitou recursos, mas afirmou que o financiamento envolvia “dinheiro privado” e não apresentava irregularidades.
Produtora negou ter recebido recursos de Vorcaro
Em meio à repercussão, o deputado Mário Frias e a própria GOUP Entertainment negaram que o filme tenha recebido recursos de Vorcaro.
Frias também declarou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme ou na produtora, tendo apenas cedido direitos de imagem da família. Segundo ele, o senador contribuiu com o peso político do sobrenome para atrair investidores.
Apesar das negativas, dados de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que a empresa Entre Investimentos, apontada como intermediária dos repasses, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master.


