Em meio a um racha no bolsonarismo paulista pela disputa ao Senado, a chapa “oficial” da direita em São Paulo deve se reunir nos próximos dias, em uma demonstração de união no estado.

A ocasião marca o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, e contará com a presença do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa (Alesp) André do Prado — “pivô” da crise instaurada no PL.

O quarteto estará presente nos dois eventos de lançamento de Derrite: na sexta-feira, 15, em Campinas, e no sábado, 16, em Sorocaba. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), cotada para a vice de Flávio, também deverá participar.

Estes serão os primeiros encontros públicos dos aliados que formam a chapa da direita por São Paulo desde a confirmação de André do Prado como candidato ao Senado pelo estado, tendo como suplente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Antes disso, os quatro estiveram juntos na Agrishow, no final de abril, em Ribeirão Preto.

Fogo amigo

O fogo — não tão — amigo contra a escolha de André do Prado tem partido do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que também é pré-candidato ao Senado pela direita e que figura competitivamente nas últimas pesquisas de intenção de voto.

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Após o anúncio da última semana, Salles tem disparado críticas não apenas contra Prado — a quem classifica como nome “do Centrão” –, mas também contra o próprio ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Em vídeo publicado nas redes, Eduardo disse que Salles o caluniou ao dizer que ele teria recebido dinheiro para apoiar o presidente da Alesp ao Senado. Em outra publicação, o ex-deputado também diz que Salles estaria curtindo postagens de “gente do PT” com críticas a ele. Segundo o filho Zero Três de Jair Bolsonaro, o apoio a do Prado, a quem disse ter ótima articulação política com lideranças do interior, se deu por questão “estratégica” de montagem de palanque para Flávio em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

Atrás nas pesquisas

O giro é também uma tentativa de alavancar os nomes da direita ao Senado. Pesquisa Genial/Quaest feita em abril mostra que nenhum dos nomes da direita alcança dois dígitos nas intenções de voto — Derrite tem 8% e André do Prado varia de 5% a 6% dependendo do cenário.

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Segundo o levantamento, os pré-candidatos de direita (incluindo Ricardo Salles)  estão em desvantagem em relação aos potenciais nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva: os ex-ministros Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França lideram a corrida com percentuais que variam de 12% a 14%.

A margem de erro nessa pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

 



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