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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que Moscou colocará um novo míssil nuclear intercontinental, o Sarmat, em operação até o final desse ano. Em discurso televisionado nesta terça-feira, 12, ele afirmou que a ogiva, com potencial para atingir alvos a quilômetros de distância nos Estados Unidos e na Europa, tem poder de destruição quatro vezes maior do que equivalentes ocidentais.
“Ele tem a capacidade de penetrar todos os sistemas de defesa antimísseis existentes e futuros”, advertiu Putin.
A declaração ocorre após a Rússia realizar seu terceiro teste bem-sucedido do armamento, cujo alcance ultrapassa os 35 mil km. Na transmissão, o comandante das Forças de Mísseis Estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, relatou a Putin que a “implantação de lançadores equipados com o sistema de mísseis Sarmat aumentará significativamente as capacidades de combate das forças nucleares estratégicas terrestres, em termos de garantia da destruição de alvos e resolução de problemas de dissuasão estratégica”.
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Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscou tem se esforçado para lembrar ao restante do mundo a capacidade do arsenal nuclear russo. Putin já fez diversas declarações a respeito do Sarmat, definindo-o como o “melhor míssil do mundo”, em uma aparente tentativa de dissuadir o Ocidente de ajudar Kiev de forma mais incisiva. O chefe do Kremlin tem também alertado sobre a possibilidade de um conflito nuclear se Ucrânia tentar reaver territórios ocupados.
Analistas, no entanto, apontam que as declarações são exageradas, uma vez que o Sarmat já apresentou falhas ao longo do seu desenvolvimento. Em setembro de 2024, um teste resultou em uma profunda cratera no silo de lançamento.