
Os recentes embates entre políticos da direita não devem prejudicar a imagem do pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro. Essa é a leitura de aliados de primeira hora do primogênito de Jair Bolsonaro.
A avaliação é que as divergências contribuem, inclusive, para emplacar a narrativa de que Flávio representa várias linhas da política, que obviamente não concordam com tudo entre si.
Isso poderia ajudar a convencer o eleitorado sobre a pluralidade do postulante ao Palácio do Planalto e sobre como ele tem chances de alcançar eleitores que não votariam em seu pai pelo estilo mais radical.
Além disso, o fato de os envolvidos em “tretas internas da direita” não direcionarem seus canhões com críticas ao presidenciável do PL mostra que nenhum deles está interessado em “queimar” o filho de Bolsonaro.
Até por isso, interlocutores defendem que ele permaneça isento e deixe que os “brigões” se resolvam entre si sem que ele precisa interferir.
Uma das principais crises internas é reflexo das eleições ao Senado em São Paulo. Fora do país, Eduardo Bolsonaro decidiu apadrinhar André do Prado para a disputa, o que acarretou nas críticas do deputado Ricardo Salles. Em tom crítico, o ex-ministro de Bolsonaro alfinetou que Prado é pupilo a Valdemar da Costa Neto e aliado do Centrão. O presidente da Alesp, por sua vez, pontuou que Salles tem direito a ser candidato ao Senado pelo Novo, mas destacou que foi ele quem conquistou o apoio da família do ex-presidente.
Há dias, esses e outros nomes da direita estão envolvidos em uma briga pública. Apesar disso, Flávio tem permanecido em silêncio. Justamente por saber que todos esses, ainda que divergindo entre si, poderão contribuir para sua campanha à presidência da República.