O avanço da forte massa de ar polar sobre o Centro-Sul do Brasil deve tornar esta terça-feira (12/5) um dos dias mais frios de 2026. O fenômeno, que atua com força sobre os estados do Sul, Mato Grosso do Sul e áreas do Sudeste, favorece um amanhecer gelado e termômetros com marcas próximas ou abaixo de zero em diversas localidades. A previsão indica o risco de geada ampla, fenômeno que pode impactar a agricultura e a rotina urbana desde o Rio Grande do Sul até o sul mineiro.

Na Região Sul, o domínio de um sistema de alta pressão garante o tempo firme, mas sob temperaturas rigorosas. Enquanto o sol aparece entre poucas nuvens, áreas da Serra Gaúcha e Catarinense enfrentam frio intenso, com mínimas negativas.

O mar agitado e rajadas de vento que podem atingir os 50 km/h no litoral completam o cenário invernal, mantendo a sensação térmica baixa mesmo durante a tarde, quando o sol tenta elevar as máximas para patamares mais agradáveis.

O Sudeste vive um cenário dividido entre o frio seco e a instabilidade marítima. Em São Paulo, o destaque é a possibilidade de um novo recorde de temperatura mínima na capital, acompanhado de geada em pontos isolados do interior e na Serra da Mantiqueira.

Já no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a umidade vinda do oceano mantém o céu nublado e favorece chuvas isoladas, enquanto Minas Gerais sente o declínio térmico associado a pancadas de chuva no leste e nordeste do estado.

No Centro-Oeste, a massa de ar seco e frio estabiliza o tempo na maior parte da região, trazendo sol e poucas nuvens. Mato Grosso do Sul é o estado mais afetado pela onda de frio, com risco iminente de geada em áreas do sul e sudoeste.

Embora o amanhecer seja gelado em Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS), o calor residual ainda resiste no norte de Mato Grosso e de Goiás, onde as temperaturas sobem rapidamente após o meio-dia e a umidade relativa do ar cai para níveis críticos.

Chuvas tropicais

Contrastando com o frio do Sul, a metade norte do Brasil enfrenta o rigor das chuvas tropicais. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a elevada umidade mantêm o tempo instável e perigoso entre o Amazonas, Pará e Roraima.

Há alertas de temporais isolados e elevados acumulados de chuva, que podem causar transtornos em áreas urbanas e ribeirinhas. A força das precipitações é acompanhada por descargas elétricas e rajadas de vento em diversos pontos da bacia amazônica.

O Nordeste também permanece sob alerta para chuvas fortes, especialmente na faixa litorânea. A circulação marítima e a ZCIT reforçam as nuvens carregadas desde o Maranhão até a Bahia, com risco aumentado de temporais entre a Paraíba e Alagoas.

Enquanto o litoral sofre com o excesso de água e o mar agitado, o interior nordestino mantém o padrão de calor intenso e baixa umidade, reforçando a característica de disparidade climática típica desta época do ano.

Atenção redobrada

As capitais do Centro-Sul devem registrar marcas históricas nesta terça. São Paulo e Rio de Janeiro monitoram a possibilidade de recordes de temperatura mínima para 2026, com o amanhecer exigindo atenção redobrada da população.

No Sul, Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) mantêm o predomínio de sol, mas com máximas que não devem ultrapassar os 19°C, consolidando um dia de baixas temperaturas e ar seco, que requer cuidados com a hidratação devido aos baixos índices de umidade.

A meteorologia recomenda atenção especial aos ventos moderados e à agitação marítima em toda a costa brasileira, do Rio Grande do Sul ao Espírito Santo. Moradores de áreas suscetíveis a alagamentos no Norte e Nordeste devem acompanhar os alertas da Defesa Civil, enquanto no Centro-Sul, o foco se volta para a proteção contra o frio e os efeitos da geada.

A tendência é que a massa de ar polar comece a perder força gradualmente apenas nos próximos dias.

Com informações do portal Climatempo.



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