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O governo da Coreia do Sul divulgou imagens que mostram o estrago causado por um ataque, no Estreito de Ormuz, contra um navio cargueiro com a bandeira do país. Em comunicado publicano na segunda-feira 11, Seul condenou o episódio “nos termos mais fortes possíveis” e disse que irá responder assim que a origem do incidente for confirmada.
Os registros compartilhados pelo Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul mostram o navio Namu, operado pela empresa HMM Co., com uma ruptura no casco após “objetos aéreos não identificados” causarem uma explosão. Uma segunda imagem mostra os danos internos causados no cargueiro, provocados por um incêndio na sala de máquinas.
As investigações conduzidas por autoridades sul-coreanas apontam que dois objetos voadores não identificados (possivelmente drones) atingiram o navio no dia 4 de maio. Não há informações sobre os responsáveis pelo ataque, e o governo disse que aguarda a chegada dos destroços do motor e de outros equipamentos para análises adicionais.



Seul enviou uma equipe de sete membros, composta por autoridades marítimas e de combate a incêndios, para investigar a embarcação, que está ancorada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a agência de notícias coreanas Yonhap, as imagens divulgadas sugerem o uso de drones kamikaze, um armamento frequentemente utilizado pelo Irã na guerra contra Estados Unidos e Israel.
O incidente coloca holofotes no risco para embarcações que navegam nos arredores do Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo. Desde o início das hostilidades entre Teerã e Washington, em 28 de fevereiro, a passagem por onde costuma transitar 20% do petróleo e gás consumidos no planeta passou a ser quase totalmente bloqueada, com navios sendo barrados por ambas as partes.
A desobstrução da rota é vista como uma exigência fundamental tanto para americanos quanto iranianos, mas as negociações seguem travadas, causando instabilidade nos preços dos combustíveis em todo o mundo. No domingo 10, o Irã enviou como resposta à mais recente proposta de paz uma lista de demandas aos Estados Unidos para encerrar o conflito, o que incluía a liberação do bloqueio americano a Ormuz. No entanto, os termos foram prontamente descartados pelo presidente Donald Trump.