
A Aerolíneas Argentinas retirou a bagagem de mão tradicional gratuita da tarifa mais básica em voos domésticos dentro da Argentina, permitindo agora apenas um item pessoal pequeno incluído no bilhete econômico.
Com a medida, passageiros que desejarem utilizar o compartimento superior para malas de cabine precisarão pagar taxa adicional ou optar por categorias superiores, ampliando o custo final das passagens mais baratas em rotas nacionais e conexões internas.
A medida acompanha um movimento mais amplo de segmentação tarifária na aviação internacional. Além da Aerolíneas, companhias como Lufthansa, Air Canada e United Airlines também passaram a restringir ou cobrar separadamente pela bagagem de mão tradicional em tarifas básicas.
Antes, esse modelo de cobrança ficava mais concentrado em empresas low cost, como Ryanair e easyJet. A tendência é que haja uma expansão gradual da cobrança individual por serviços antes incluídos no preço-base da passagem.
Ao mesmo tempo que o avanço desse formato ocorre, diferentes países discutem limites regulatórios para cobranças adicionais. No Brasil, por exemplo, a Câmara aprovou em 2025 proposta para proibir taxas extras sobre bagagem de mão e restabelecer franquia gratuita para bagagens despachadas, embora o texto ainda dependa de análise do Senado.