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No início do ano passado, um Airbus da Latam que seguia do Rio de Janeiro para São Paulo precisou retornar ao aeroporto do Galeão após colidir com um pássaro. O choque danificou a frente da aeronave e, fora o susto, colocou em risco a vida de 200 passageiros.
O desfecho, porém, poderia ter sido outro. Há diversos registros de acidentes com pássaros que levam à queda dos aviões. É com o objetivo de reduzir essa ameaça que o Comando da Aeronáutica anunciou a compra de seis gaviões.
As aves ajudarão a evitar a aproximação de outros pássaros nas bases aéreas de Natal, no Rio Grande do Norte, e de Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Segundo o Comando da Aeronáutica, o uso da falcoaria como ferramenta de afugentamento de pássaros que podem causar acidentes é uma alternativa eficaz, reconhecida e empregada em diversos aeroportos civis e militares ao redor do mundo.
O gavião-asa-de-telha é uma espécie com grande envergadura, capaz, por exemplo, de caçar animais do porte de uma galinha. É também uma solução barata. As seis aves devem custar algo em torno de 50 mil reais aos cofres públicos.
A FAB usa de falcoaria em caráter experimental desde 2023. “O gavião-asa-de-telha é uma das espécies mais utilizadas mundialmente em programas de controle de fauna aeroportuária, em razão de seu temperamento cooperativo, elevado grau de inteligência e capacidade de atuar em diferentes condições climáticas”, informa a Força, acrescentando que o pássaro, depois de treinado, responde bem às instruções humanas, o que a torna ideal para operações de afugentamento em pistas e pátios de aeródromos.