O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) oficializou na segunda-feira, 4, uma denúncia no Ministério Público (MP) de São Paulo sobre a presença de “narcocultura” na exposição “Funk: um grito de ousadia e liberdade”, em visitação no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. Segundo o parlamentar, que visitou o local, ele identificou “o uso apelativo de imagens de jovens em bailes funk, apologia ao tráfico de drogas e conotação sexual”. Assim, o político ainda acionou a IDBrasil, gestora do museu, para prestar esclarecimentos à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Concebida originalmente pelo Museu de Arte do Rio (MAR), onde ficou um ano e meio em cartaz, a exposição debate o papel do funk nos repertórios linguísticos, artísticos e afetivos, com acervo incorporado sobre o funk paulista. Com curadoria de Taísa Machado, Dom Filó, Amanda Bonan, Marcelo Campos e Renata Prado, a exposição apresenta e articula a história do funk para além da sua sonoridade, evidenciando sua origem na matriz cultural urbana, periférica, a sua dimensão coreográfica, as comunidades, e os seus desdobramentos estéticos, políticos e econômicos ao imaginário constituído em torno dele.  Para isso, a exposição conta com 473 obras e itens de acervo, entre pinturas, fotografias e registros audiovisuais.  



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