
As ações da Petrobras e Allos lideram o ranking de recomendações de dividendos em levantamento foi por VEJA nesta sexta-feira, 8. As companhias receberam 5 recomendações entre sete carteiras de dividendos compiladas pela reportagem. O levantamento retirou dados das carteiras de Ágora Investimentos, Ativa Investimentos, BTG Pactual, Planner Corretora, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos.
No caso da recomendação da Petrobras, a XP diz que a empresa oferece a melhor relação risco retorno em relação ao conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã. Os analistas estimam que o rendimento em dividendos da Petrobras deve ficar entre 7% e 8% nos próximos 12 meses.
“A empresa também se beneficia do aumento dos preços de petróleo, além de apresentar retornos atrativos, uma vez que os preços se mantiverem altos”, dizem Fernando Ferreira, Raphael Figueredo e Caio Souza, que assinam o relatório da XP.
Em relação a Allos, os analistas da Ágora Investimentos comentam que a tese da empresa permanece ancorada na nova política de dividendos. A companhia anunciou pagamentos mensais estimados entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação ao longo de 2026, implicando um retorno em dividendos para Allos de cerca de 10% ao ano.
“A política é considerada sustentável até 2028, sustentada por cerca de R$ 2,1 bilhões em reservas, alavancagem controlada (1,7x Dívida Líquida/EBITDA) e disciplina na execução de investimentos”, explicam os analistas da Ágora.
Itaú e Axia estão entre as mais recomendadas para lucrar com dividendos
Outras duas empresas foram destaques em recomendações no compilado da carteira. Todos os analistas recomendaram participação direta ou indireta em Itaú. Quatro dos sete analistas recomendaram participação direta por meio das ações do próprio Itaú.
Na visão da Planner, o banco se destaca pela gestão eficiente de crédito, transformação digital, forte geração de caixa. A corretora destaca a política de dividendos, com um percentual do lucro pago em dividendos de forma diferenciada.
“Mensalmente o banco distribui juros sobre o capital próprio de 0,018 centavo por ação e complementa com pagamentos em base trimestral”, detalham Mario Roberto Mariante e Ricardo Tadeu Martins. Já os outros três que recomendam Itaúsa, preferem esse papel por considerar o ativo mais descontado em relação ao Itaú.
No caso da Axia, antiga Eletrobras, a equipe do BTG Pactual recomenda a compra do papel pelo fato de a companhia ser a principal beneficiária do atual cenário de preços mais elevados da energia, maior volatilidade (e, consequentemente, uma necessidade mais acentuada de energia de fonte segura).
Os analistas explicam que a empresa ainda se encontra nos estágios iniciais do que deverá tornar-se uma importante fonte de receita e distribuidora de dividendos. Segundo o BTG, a Axia sinalizou essa mudança pela primeira vez em março de 2025, quando anunciou um pagamento adicional de 4 bilhões de reais. Além disso, no terceiro trimestre de 2025, a empresa comunicou outro pagamento de 4,3 bilhões de reais em dividendos.
“Isso, combinado com preços de energia potencialmente mais altos, poderia transformar a Axia em uma pagadora de dividendos muito forte nos próximos 5 anos”, concluem Bruno Henriques, Luis Mollo e Marcel Zambello, que assinam o relatório do BTG. Há também outras empresas na listas das ações que mais podem pagar dividendos. Veja a lista a completa a seguir.