
Nesta sexta-feira, 8, quase 20 países decidiram fechar seus pavilhões na 61ª Bienal de Veneza em repúdio à participação de Israel na mostra italiana. Nações como Reino Unido e Suíça lacraram suas galerias e aderiram a uma greve geral de trabalhadores da cultura liderada por ativistas do grupo Art Not Genocide Alliance, que tem se mobilizado contra a guerra na Faixa de Gaza.
Áustria, Bélgica, Chipre, Egito, Equador, Eslovênia, Espanha, Finlândia, Holanda, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Malta e Turquia também fazem parte do movimento que acusa Israel de levar a cabo um genocídio na região da Palestina. Os protestos marcam a véspera da abertura oficial do evento para o público, neste sábado, 9.
Considerada uma das edições mais polêmicas da Bienal de Veneza em 130 anos, a mostra foi boicotada por autoridades de diversos países, incluindo Giorgia Meloni, a primeira-ministra italiana. Apesar da pressão contra a presença de Israel, o estopim para as mobilizações se deu também pelo retorno da delegação russa ao evento.
Vetada da mostra desde 2022, período em que entrou em conflito armado contra a Ucrânia, a Rússia foi anunciada de volta à Bienal neste ano de 2026, gerando mobilizações de outros países para que o pavilhão continuasse lacrado. Organizadores da mostra resistiram à pressão e decidiram manter a autorização da presença russa, atitude que resultou em uma crise interna no evento.
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