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O governo do Irã está analisando a proposta mais recente dos Estados Unidos para encerrar o conflito entre as nações e reabrir o Estreito de Ormuz, rota fundamental para o comércio de petróleo global. Informações compartilhadas pela agência de notícias AFP nesta quinta-feira, 7, apontam que Teerã estuda o plano apresentado por Washington e pretende comunicar seus “pontos de vista” sobre ele ao Paquistão, que media as negociações entre as partes.
De acordo com o portal de notícias Axios, um memorando de 14 pontos foi formulado pelo governo americano e encaminhado para ser analisado pelas autoridades iranianas. As disposições abordadas na peça incluíram o compromisso do Irã com uma moratória no enriquecimento de urânio, a suspensão de sanções por Washington e o fim de qualquer restrição à navegação em Ormuz por ambas as partes.
“Tivemos conversas muito boas nas últimas 24 horas, e é muito possível que consigamos um acordo”, disse o presidente americano Donald Trump na quarta-feira, 6. Apesar do otimismo, o republicano fez questão de ameaçar o Irã com a retomada dos bombardeios ao país — suspensos após uma trégua firmada em 8 de abril — caso não haja avanço.
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A possibilidade de um acordo de paz tem impulsionado os mercados: as Bolsas de Valores na Ásia dispararam após Trump reiterar que um acerto entre os países pode estar próximo. Em meio às expectativas pelo fim da guerra, o preço do petróleo caiu para menos de 100 dólares por barril — bem abaixo dos 126 dólares registrados no auge do conflito, embora ainda acima dos cerca de 60 dólares praticados antes dos combates começarem.
O conflito entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando Washington, em conjunto com Israel, promoveu ataques ao território iraniano, alegando, entre outros pontos, a necessidade de destruir o programa nuclear do país. Tal ação iniciou uma campanha retaliatória por parte de Teerã, que passou a alvejar bases americanas em diferentes nações do Golfo Pérsico e obstruir o Estreito de Ormuz, causando uma crise global no preço dos combustíveis.
Há a expectativa de que o acordo de paz também ajude a amenizar as tensões no Líbano, onde o conflito entre Israel e a milícia Hezbollah, aliada do Itã, tem impactado a vida da população local. Embora as partes estejam, em teoria, sob um acordo de cessar-fogo, Tel Aviv segue promovendo ataques visando autoridades da organização libanesa. Pelo menos 11 pessoas morreram em ofensivas israelenses no sul e no leste do país na última quarta, de acordo com o Ministério da Saúde em Beirute.