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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já está na Casa Branca, em Washington, onde se reuniu nesta quinta-feira, 7, a portas fechadas com seu homólogo americano, Donald Trump. O aguardado momento, porém, foi marcado por “estranheza”, como definiu um jornalista da emissora ABC News na rede social X.
O petista chegou pouco depois das 12h (horário de Brasília), mas, ao invés de entrar na Casa Branca pela entrada principal no lado norte, conhecida como Pórtico Norte, como costumam fazer os chefes de Estado convidados, ele chegou pelo “portão dos fundos”: o gramado sul, localizado na parte de trás da residência presidencial em relação à fachada mais conhecida, voltada para a Avenida Pensilvânia.
Além disso, ao invés de passar rapidamente pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa conjunta, como costuma ser o protocolo, Lula e Donald Trump iniciaram a agenda com uma reunião reservada antes da entrada da imprensa no salão.
De acordo com relatos de correspondentes da Casa Branca nas redes sociais, a equipe de segurança do edifício pediu que a imprensa se dispersasse, porque o encontro todo, com almoço incluído, seria realizado a portas fechadas.
“Visita estranha de Lula à Casa Branca. Trump o recebeu sozinho, sem a presença da imprensa. Ambos entraram no Salão Oval e a coletiva de imprensa já está com mais de meia hora de atraso, com repórteres aguardando do lado de fora”, escreveu em seu perfil no X o repórter da ABC David Alandete.
De acordo com a GloboNews, a mudança na agenda teria sido um pedido do mandatário brasileiro, que foi acomodado pelo governo Trump.
Lula só deve falar com jornalistas ao retornar para a embaixada brasileira, onde está hospedado. Lá, deve realizar uma coletiva de imprensa.
A expectativa é de que, durante a reunião, temas como comércio e combate ao crime organizado sejam abordados, assim como questões geopolíticas e a discussão sobre terras raras e minerais críticos. No mês passado, Brasil e Estados Unidos já anunciaram um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.
A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões feitas nas aduanas dos dois países, de forma a viabilizar uma investigação célere de padrões, rotas e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.