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A Guarda Revolucionária Islâmica, força ideológica do Irã, anunciou que o Estreito de Ormuz poderá ser reaberto, informou a mídia estatal do país nesta quarta-feira, 6, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender o chamado “Projeto Liberdade”, operação militar direcionada a escoltar navios mercantes para fora do Golfo Pérsico através da nevrálgica rota marítima.

De acordo com a Marinha da guarda, o “trânsito seguro e estável” pelo estreito pode ser possível após o fim das “ameaças de agressores”. O comunicado não especificou quais seriam os novos procedimentos e agradeceu aos proprietários e capitães de navios por respeitarem as normas iranianas ao transitarem pela via navegável.

Trump anunciou nas redes sociais que pausaria o Projeto Liberdade, iniciado na segunda-feira 4, por “um curto período” para dar espaço aos esforços dos Estados Unidos para finalizar um acordo com a nação persa e encerrar a guerra.

Segundo ele, a decisão foi tomada com base “no pedido do Paquistão e de outros países, no tremendo sucesso militar que tivemos durante a campanha contra o Irã e, além disso, no fato de que grandes progressos foram feitos em direção a um acordo completo e definitivo com representantes do Irã”. O regime dos aiatolás não se pronunciou a respeito dos supostos avanços.

O ocupante do Salão Oval, porém, reiterou que o bloqueio naval da Marinha americana a portos e navios iranianos, que entrou em vigor há mais de três semanas como resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã, continua valendo.

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O anúncio veio depois que líderes militares e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, insistiram que o cessar-fogo no Oriente Médio seguia em pé e que – embora o conflito não esteja resolvido – a principal operação militar inicial dos Estados Unidos contra o Irã havia sido concluída.

“A Operação Fúria Épica terminou. Como o presidente notificou ao Congresso, concluímos essa etapa”, declarou Rubio a jornalistas, usando o nome com o qual a Casa Branca batizou a ofensiva conjunta com Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

O secretário de Estado acrescentou que, para que a paz seja alcançada, Teerã deve concordar com as exigências de Trump sobre seu programa nuclear, além de reabrir o Estreito de Ormuz.



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