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A Ucrânia acusou a Rússia de violar o cessar-fogo iniciado pelo presidente Volodymyr Zelensky à meia-noite desta quarta-feira, 6, relatando ataques em regiões do norte e do leste do país que deixaram uma pessoa morta e três feridas.

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou que ataques russos foram registrados durante toda a madrugada, continuando pela manhã nas cidades de Kharkiv e Zaporizhzhia.

“Isso demonstra que a Rússia rejeita a paz e que seus falsos apelos por um cessar-fogo em 9 de maio não têm nada a ver com diplomacia”, escreveu o ministro ucraniano no X, antigo Twitter, acrescentando que o presidente russo, Vladimir Putin, “só se importa com desfiles militares, não com vidas humanas”.

De acordo com Sybiha, as forças russas lançaram 108 drones e três mísseis contra o território ucraniano.

Na terça-feira, uma onda de ataques russos deixou ao menos 25 mortos em cidades no leste da Ucrânia, horas antes do início do cessar-fogo proposto pela Ucrânia.

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A trégua foi anunciada por Zelensky após o Ministério da Defesa da Rússia decidir unilateralmente que uma pausa nos confrontos seria realizada entre os dias 8 e 9 de maio para o Dia da Vitória, que marca o triunfo da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O Kremlin afirmou que as celebrações deste ano serão reduzidas por motivos de segurança, citando ameaça de ataques ucranianos. Pela primeira vez desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022, o desfile não contará com veículos militares pesados nem com colunas de equipamentos. Também foram excluídos cadetes de escolas militares tradicionais.

Em publicação no aplicativo de mensagens estatal MAX, o Ministério da Defesa russo advertiu as forças ucranianas a respeitarem a pausa no conflito, iniciado em fevereiro de 2022, sob o risco de “ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev” em caso de violação.

O presidente ucraniano, por sua vez, afirmou que “é  hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia”.



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