Um homem identificado como Wesley Sousa Ribeiro foi preso, na noite desta terça-feira (5), suspeito pela morte de Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, encontrada dentro de uma casa em São José dos Campos (SP), na noite da última segunda-feira (4).

Segundo apuração da CNN Brasil, a mulher manteve um relacionamento com Wesley e havia entrado com um pedido de medida protetiva por violência doméstica contra ele em maio de 2025.

O boletim aponta crimes como lesão corporal, violação de domicílio e dano, com base na Lei Maria da Penha. O documento também registra que o pedido de medida protetiva de urgência foi concedido pela Justiça.

 

De acordo com o boletim de ocorrência, a casa onde a mulher foi encontrada estava trancada e ela foi localizada enrolada em um cobertor, com vestígios de sangue no local. O imóvel precisou ser aberto à força para a entrada das equipes, e o corpo já apresentava sinais de decomposição.

A Polícia Civil requisitou perícia no local e o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal). O caso foi inicialmente tratado como morte suspeita, com a necessidade de exames necroscópicos para esclarecer as circunstâncias.

Após investigações, no entanto, a polícia pediu a realizou a prisão de Wesley. O caso é investigado como feminicídio.

Ocorrência em maio de 2025

No relato feito à época, Thalita descreveu uma sequência de agressões atribuídas ao então companheiro.

“Estávamos separados e retomamos o relacionamento há mais ou menos 20 dias. Na noite anterior, saímos, e ele, muito ciumento, tirou a chave do meu carro e me deixou lá por cerca de duas horas. Acionei a polícia, mas fui informada de que não havia o que fazer. Então mandei mensagem para o agressor pedindo a chave do meu carro para que eu pudesse ir embora. Ele retornou, entrou no meu carro e, no caminho, puxou o freio de mão, parando na avenida. Desci e pedi ajuda a duas meninas que passavam de moto, que convenceram ele a sair do carro e o levaram embora”, detalhou.

Em seguida, a vítima relatou a invasão da residência e as agressões físicas:

“Quando cheguei em casa, ele pulou o portão e arrombou a porta da frente, me bateu e me trancou no fundo da casa, na churrasqueira. Gritei por socorro, minha vizinha me socorreu e abriu a porta. Ele fugiu, quebrou a maçaneta da porta do carro. Liguei para a polícia, que compareceu e me orientou a fazer o boletim de ocorrência.”

Ainda segundo o documento, o investigado admitiu, ao ser ouvido, que “agrediu a vítima e a trancou nos fundos da casa” na ocasião.



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