Um funcionário da ViaMobilidade morreu após sofrer uma descarga elétrica na estação de trem Morumbi, da Linha 9-Esmeralda, na zona Sul de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (6).

O acidente aconteceu por volta de 01h15. Ao chegarem ao local, policiais militares constataram que Adriano Alves Ferreira realizava um serviço de “manutenção programada” na rede aérea da região, quando foi atingido.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe realizou o procedimento padrão de desligar o circuito elétrico, porém, houve um contato de Adriano com uma parte ainda energizada. A polícia estima que o toque ocorreu com uma corrente contínua de 3000 volts.

O resgate do Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o funcionário não resistiu e morreu no local. Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública), a perícia também foi solicitada, e o caso foi registrado como morte acidental no 11º DP (Santo Amaro).

Procurada pela CNN Brasil, a concessionária confirmou a morte e informou que está prestando suporte à família, além de colaborar com as autoridades competentes.

Veja a nota completa da ViaMobilidade:

“É com profundo pesar que a ViaMobilidade confirma a morte de um colaborador na madrugada desta quarta-feira, 6 de maio, por volta da 1h20. Ele realizava um serviço de manutenção programada na rede aérea na região da estação Morumbi, da Linha 9 – Esmeralda, no momento do acidente. O funcionário foi prontamente socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros, mas infelizmente não resistiu. Informações preliminares registradas em Boletim de Ocorrência indicam causa da morte por descarga elétrica. A companhia está em contato com a família para todo o suporte e acolhimento. A ViaMobilidade lamenta profundamente e informa que está prestando todos os esclarecimentos para as autoridades competentes”. 

Investigação sobre falhas e descarrilamentos

O acidente com o funcionário acontece uma semana depois do MPSP (Ministério Público de São Paulo) abrir um inquérito para investigar falhas em linhas de trem operadas pela Via Mobilidade na capital paulista. São apurados problemas nas linhas 8 (Diamante) e 9 (Esmeralda).

O documento de instauração do inquérito, assinado pela promotoria no último dia 30 de abril, diz que os “descarrilamentos constantes e as irregularidades praticadas evidenciam falta de investimentos em manutenções dos trilhos”.

Segundo o documento, uma denúncia sigilosa encaminhada à Ouvidoria diz que as linhas operadas pela concessionária já tiveram as seguintes falhas:

  • atrasos constantes e intervalos longos entre os trens, mesmo em horários de pico;
  • falhas de energia e sinalização, que causam paralisações e superlotação nas estações;
  • falta de manutenção em trilhos gerando insegurança, evacuação de passageiros à noite e concentrando todos em trens lotados;
  • uso do sistema para fins comerciais ou eventos, como anúncios internos e externos usando uma estação desativada, prejudicando o funcionamento normal e a viagem dos passageiros das linhas 8 e 9, e utilizando um trem, que deveria servir à população para desfile da Vogue;
  • número insuficiente de trens nos horários de pico para economizar na manutenção;
  • trens abandonados e sucateados no pátio Presidente Altino, causando desperdício de dinheiro público.

O MP dá o prazo de 15 dias para que a concessionária preste esclarecimentos, informe o que ocasionou o descarrilamento da linha 9 (esmeralda), quais medidas foram tomadas para a correção e que informe novas ações adotadas para que acidentes em ambas as linhas sejam prevenidos.



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