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Uma nova pesquisa do instituto Real Time Big Data começou a ser realizada no último sábado, 2, e será divulgada nesta terça-feira, 5. No total, duas mil pessoas foram entrevistadas e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento vai medir não só quem lidera a corrida presidencial, mas também potencial de migração de voto, rejeição, temas prioritários, apoio a propostas polêmicas, confiança institucional, avaliação da economia e do governo Lula.
Perguntas realizadas na nova pesquisa Real Time Big Data:
- Intenção de voto para presidente no 1º turno
A pesquisa traz dois cenários estimulados para a eleição presidencial. No primeiro, aparecem nomes como Aldo Rebelo (DC), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). No segundo cenário, entra Ciro Gomes (PSDB), mantendo-se os demais nomes. O objetivo aqui é medir como o eleitorado se distribui em diferentes composições da disputa.
- Simulações de 2º turno
O levantamento também testa cinco cenários de segundo turno para presidente. Os confrontos apresentados são: Ciro Gomes x Lula, Flávio Bolsonaro x Lula, Lula x Renan Santos, Lula x Romeu Zema e Lula x Ronaldo Caiado. Com isso, a pesquisa busca medir a força de Lula contra diferentes adversários potenciais numa fase decisiva da eleição.
Há uma pergunta específica sobre qual seria a segunda opção do eleitor caso o candidato escolhido inicialmente não participe da eleição. Esse bloco é importante para mapear possível migração de votos e afinidades eleitorais entre candidaturas.
- Rejeição dos candidatos
A pesquisa também mede quem é o candidato mais rejeitado entre os nomes apresentados. Esse item ajuda a identificar limites de crescimento eleitoral e dificuldades de um nome avançar numa disputa nacional.
- Prioridades atribuídas ao candidato preferido
Outro bloco pergunta qual área o entrevistado acredita que será a prioridade do seu candidato caso ele vença a eleição. As opções incluem combate à corrupção, desenvolvimento e assistência social, economia, educação, infraestrutura, relações exteriores, segurança pública e saúde.
- Avaliação de propostas concretas
A pesquisa entra em temas específicos de política pública. São avaliadas propostas como a redução da jornada de trabalho de 6×1 para 5×2, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais mensais, a proibição de propaganda das bets e a redução da maioridade penal para 16 anos.
- Confiança nas instituições
Há um bloco sobre confiança em instituições centrais da vida pública brasileira. O entrevistado é perguntado se confia ou não no Supremo Tribunal Federal, no Congresso Nacional, na imprensa e nas Forças Armadas.
- Concordância com afirmações sobre país, política e sociedade
A pesquisa traz ainda um conjunto de frases para o eleitor dizer se concorda ou discorda. Entre elas estão: “O Brasil é um país rico, mas com um povo pobre”, “O presidente do Brasil precisa acreditar em Deus”, “O Bolsa Família tem incentivado os beneficiários a não trabalhar”, “A corrupção é um problema em toda a sociedade brasileira”, “O Brasil é o país do futuro” e “O Brasil é uma potência mundial”.
- Comparação entre os governos Lula e Bolsonaro na economia
O questionário pergunta se, na opinião do entrevistado, a economia do Brasil no governo Lula, em comparação ao governo Bolsonaro, está melhor, igual ou pior. É um item voltado a medir percepção retrospectiva e comparativa sobre desempenho econômico.
- Influência internacional e cenário externo
A pesquisa também inclui perguntas sobre política internacional. Uma delas mede se um eventual apoio de Donald Trump a um candidato brasileiro seria visto como positivo, indiferente ou negativo. Outra pergunta se o entrevistado acredita que, com a guerra entre Irã e Estados Unidos, haverá aumento no preço dos alimentos e combustíveis. Esses pontos mostram que o levantamento tenta ligar a eleição brasileira ao ambiente geopolítico e aos impactos no bolso do eleitor.
- Aprovação e avaliação do governo Lula
Por fim, o questionário mede a aprovação ou desaprovação do desempenho de Lula e também a avaliação do governo em cinco graus: ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo. Esse é um dos núcleos centrais da pesquisa, porque ajuda a contextualizar os cenários eleitorais com o humor do eleitor em relação ao atual governo.