Após deixar o comando do governo de Roraima por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-governador Edilson Damião (União Brasil) anunciou, na sexta-feira (1º), que será pré-candidato ao governo do estado nas próximas eleições.
“Deixei o governo por uma decisão da Justiça, que todo cidadão deve respeitar. Mas é importante esclarecer que meus direitos políticos estão garantidos”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais.
O ex-governador também agradeceu o apoio recebido durante a gestão e fez um aceno à população e aos servidores públicos, ao defender a continuidade do que chamou de reconstrução do estado.
“Quero ser pré-candidato ao governo e conto com o apoio da população para dar continuidade a esse trabalho. Roraima hoje é referência positiva e motivo de orgulho para a nossa gente”, afirmou.
Damião deve disputar tanto a nova eleição direta determinada pelo TSE quanto o pleito geral previsto para outubro. Apesar da cassação do mandato, ele não foi declarado inelegível pela Corte.
Damião era vice do ex-governador Antonio Denarium (PP) na chapa eleita em 2022. Denarium renunciou ao cargo em março deste ano para disputar uma vaga no Senado,
Entenda o caso
O TSE concluiu na quinta-feira (30) o julgamento que resultou na cassação de Edilson Damião e na inelegibilidade de Denarium por oito anos.
A decisão determina a realização de novas eleições diretas em Roraima. Até lá, o presidente da Assembleia Legislativa assume o comando do estado de forma interina.
O tribunal também decidiu pela execução imediata da condenação, independentemente da publicação do acórdão.
O caso envolve acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo a acusação, a chapa teria utilizado programas sociais e recursos públicos para obter vantagem indevida na disputa.
Entre os pontos citados estão a distribuição de benefícios, o repasse de cerca de R$ 70 milhões a municípios sem critérios legais e gastos considerados irregulares com publicidade institucional.