O presidente Donald Trump anunciou neste domingo (3/5) que os Estados Unidos iniciarão, a partir de segunda-feira (4/5), uma operação para guiar navios retidos no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, afetada pela guerra contra o Irã.

Segundo Trump, a decisão foi tomada após pedidos de diversos países que não têm envolvimento direto no conflito no Oriente Médio, mas que acabaram com embarcações presas na região.

“Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis ​​restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente. Instruí meus representantes a informá-los de que faremos todos os esforços para retirar seus navios e tripulações do Estreito em segurança”, escreveu na Truth Social.

O republicano chamou a ação de “Projeto Liberdade” e afirmou que a iniciativa tem caráter humanitário. De acordo com ele, algumas embarcações enfrentam dificuldades, como falta de alimentos e outros itens essenciais para as tripulações.

Imagem colorida, estreito de ormuz
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Trump declarou ainda que há conversas em andamento com o Irã e que as negociações têm sido positivas. Mesmo assim, destacou que a operação ocorrerá independentemente disso, com o objetivo de retirar navios de países considerados neutros no conflito.

O líder norte-americano afirmou ainda que os países envolvidos indicaram que não pretendem voltar a operar na região até que haja segurança para navegação. Ele acrescentou que qualquer tentativa de interferência na operação poderá ser respondida de forma firme pelos Estados Unidos.

O Estreito de Ormuz é uma área estratégica para o transporte de petróleo e tem sido afetado por tensões recentes na região, o que tem impactado o tráfego marítimo internacional.

Negociações de paz

O governo dos Estados Unidos respondeu à proposta enviada pelo Irã, com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada neste domingo (3/5) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei. A resposta, no entanto, não foi divulgada.

A nova tentativa de um fim pacífico para o conflito, iniciado em 28 de fevereiro, foi mediada pelo Paquistão.

“Essa visão está sendo analisada e, após a conclusão, a resposta do Irã será apresentada”, disse o porta-voz da chancelaria iraniana à agência estatal Tasnim. Na última sexta-feira (1º/5), o governo iraniano enviou uma proposta de paz para os EUA de 14 pontos. Donald Trump, contudo, deu declarações contrárias ao texto do possível acordo.

Entre outros pontos, o plano prevê o fim dos combates, a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio norte-americano em portos do Irã.

Segundo o documento, questões relacionadas ao programa nuclear iraniano, usado por Washington como justificativa para o início da guerra, devem ser discutidas posteriormente.



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