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A ex-deputada estadual do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) fez um ato político em Porto Alegre nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador. Reunindo todos os partidos de esquerda que a apoiam na briga pelo comando do governo do estado, ela relembrou seu avô, Leonel Brizola, que já governou o território gaúcho e foi uma das maiores lideranças de esquerda do país.

“As forças políticas aqui reunidas — trabalhistas, progressistas, democráticas e populares — constroem esta frente, cada uma a seu modo. Inspiradas nas trajetórias de lideranças como Brizola, Collares, Olívio e Tarso, dirigem-se à sociedade gaúcha com um compromisso claro de confiança e trabalho a serviço do povo”, destacou.

Os partidos que formam a frente são PDT, PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede e PV. E a união deles só se tornou possível após o ex-deputado estadual Edegar Pretto (PT) acatar as recomendações nacionais do petismo e desistir de sua candidatura própria para apoiar Brizola e ser seu vice — movimento que colocou a chapa na liderança das pesquisas de intenção de votos. Seu principal adversário é o deputado federal Luciano Zucco (PL), que lidera uma frente de direita.

Além da própria citação a Brizola, um cartaz gigante com caricaturas dele e de Juliana juntos foi exposto no evento (foto acima).

Estiveram presentes os principais nomes da aliança, incluindo o deputado Paulo Pimenta (PT) e a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSOL), que disputam o Senado no estado, além de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, que, há meses, prioriza a candidatura de Juliana Brizola como a mais significativa da legenda para o futuro dela.

Por fim, a pré-candidata ainda lançou uma carta ao povo gaúcho, no qual consolida a frente de esquerda que encabeça e cita alguns pontos de seu projeto político.

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Leia a carta na íntegra:

Os partidos que assinam esta carta ao povo gaúcho reforçam seu compromisso com o Rio Grande do Sul. Nos unimos com uma prioridade muito clara: o cidadão, os trabalhadores e as trabalhadoras da nossa terra, como centro de toda e qualquer decisão.

Um compromisso que se torna ainda mais relevante no momento político de hoje, em que a política vem se distanciando cada vez mais da vida real dos brasileiros. Uma política do confronto, que passou a atender interesses de poucos, servir a si própria, e por isso se afastou da população.

Enquanto isso, o que deveria estar no centro do debate foi sendo empurrado para a margem: o emprego, a renda, a justiça social, os direitos do povo trabalhador, a educação pública de qualidade, a saúde e a segurança, especialmente das mulheres.

Política é ferramenta de transformação. E só faz sentido quando está no seu devido lugar, que é servindo ao povo.

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A história do Brasil passa pelo Rio Grande do Sul. Daqui, nasceram movimentos que defenderam e defendem esses valores, nos momentos mais críticos e decisivos da nossa trajetória democrática.

Um exemplo é o Movimento da Legalidade, liderado por Leonel Brizola. Também se destacam a construção e o fortalecimento de práticas de participação popular, como o Orçamento Participativo e a 1ª Conferência Mundial Antifacista, que seguiram projetando nosso estado como referência.

Agora, essa trajetória ganha mais um momento importante. Em um cenário global marcado por tendências autoritárias e pela intolerância, reafirmar os valores democráticos torna-se uma tarefa urgente.

Nesse contexto, o Brasil, através do Governo do Presidente Lula, volta a ocupar um papel relevante no cenário internacional, defendendo a paz, a justiça e a redução das desigualdades. Esse reposicionamento exige, também nos estados, projetos políticos comprometidos com desenvolvimento, inclusão e justiça social.

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No Rio Grande do Sul, o povo gaúcho precisa retomar o seu protagonismo e sua relevância no cenário nacional, lugar que nunca deveria ter deixado. Vivemos o esgotamento de um modelo baseado na redução do papel do Estado, com privatizações e a retirada de direitos, que não entregou o desenvolvimento prometido.

Na educação, já fomos referência e hoje amargamos índices de qualidade em queda; na saúde, milhares de pessoas aguardam por cirurgias, exames e procedimentos; na segurança, nos tornamos o estado brasileiro onde o feminicídio mais cresce. Sabemos que nosso estado merece e precisa de muito mais. A vida e os direitos das mulheres devem estar em primeiro lugar.

Diante disso, as forças políticas aqui reunidas — trabalhistas, progressistas, democráticas e populares — constroem esta frente, cada uma a seu modo. Inspiradas nas trajetórias de lideranças como Brizola, Collares, Olívio e Tarso, dirigem-se à sociedade gaúcha com um compromisso claro de confiança e trabalho a serviço do povo.

Defendemos um Estado capaz de planejar, coordenar e induzir o desenvolvimento, promovendo crescimento econômico com distribuição de renda e oportunidades.

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A valorização dos servidores públicos é essencial, com diálogo permanente, respeito às carreiras e cumprimento dos compromissos constitucionais nas áreas de saúde e educação.

A agenda ambiental e climática deve ser tratada como eixo estruturante, integrada a um projeto de desenvolvimento sustentável e de proteção do nosso território. Em setores estratégicos, como saneamento, energia e rodovias, o interesse público deve sempre prevalecer sobre qualquer outro.

Neste 1º de maio histórico, de unidade das forças progressistas, reiteramos nosso compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras.

Estamos ao lado de quem trabalha, de quem constrói, de quem faz nosso país e nosso Rio Grande todos os dias. Trabalhadores e trabalhadoras que merecem a valorização do seu esforço e o direito ao descanso, junto da sua família. Por isso, o fim da escala 6×1, a valorização do salário mínimo, a luta dos trabalhadores e trabalhadoras pelos seus direitos são nossos compromissos fundamentais.

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Vamos dizer um não rotundo a todo o retrocesso, reeleger o presidente Lula e vencer as eleições no Rio Grande!

Este é um chamado à participação, para que todos venham conosco. Vamos percorrer o estado, ouvir as dores da população e construir, junto com o povo gaúcho, um novo projeto de desenvolvimento.

Vamos colocar o trabalho acima da política.
A vida acima da política.
E a política no seu devido lugar, que é servindo às pessoas.

JULIANA BRIZOLA, EDEGAR PRETTO, MANUELA D’ÁVILA E PAULO PIMENTA
Coligação: PDT, PT, PSOL, PSB, PCdoB, REDE e PV



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