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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, descartou um eventual apoio da legenda à candidatura de Fernando Haddad (PT) ou a outras candidaturas alternativas ao governo de São Paulo e pregou apoio “incondicional” da legenda ao projeto de reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A declaração se deu após almoço LIDE, de João Doria, realizado nesta segunda-feira, 27, em São Paulo.

“Se tem alguém que está feliz com o resultado do Tarcísio, sou eu. Fomos o primeiro partido que fizemos aliança e o apoiamos [em 2022], e agora temos a mesma posição. Estamos com Tarcísio incondicionalmente”, disse Kassab, acrescentando ser “zero” a possibilidade de qualquer aliança com o PT no estado.

As falas do cacique acontecem na esteira de ventilações a respeito de um desgaste com Tarcísio, de quem, além de aliado, Kassab foi secretário de Governo e peça-chave na consolidação de seu mandato como governador no estado. O principal ponto de atrito foi a decisão de Tarcísio de manter o vice, Felício Ramuth, no posto — a ambição de Kassab era que ele próprio passasse a integrar a chapa. Ramuth, que era do PSD, saiu da legenda e migrou para o MDB de Baleia Rossi.

Questionado por jornalistas sobre o movimento de Ramuth, Kassab afirmou que o ex-correligionário fez “um voo solo” e que ele próprio (Kassab) comunicou Tarcísio que Ramuth deixaria o partido. “Comuniquei Tarcísio que iria convidar o Felício para sair e assim foi”, prosseguiu.

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Palanques regionais

Kassab afirmou que não há problemas em palanques mistos e garantiu que o partido está construindo uma base robusta para a candidatura presidencial de Ronaldo Caiado.

Ele disse que não há “nenhum problema” em ter Caiado como candidato a presidente junto a palanques cujo candidato ao governo apoia outro presidenciável, como é o caso de Tarcísio em São Paulo — o mandatário já declarou apoio a Flávio Bolsonaro.

O cacique minimizou, ainda, a necessidade de palanques físicos regionais, citando o alcance das redes sociais. “Antigamente, precisava, necessariamente, dos palanques fisicamente. Hoje, não que não seja importante, mas ele [o candidato] está falando com o Brasil inteiro online, com as redes sociais pelo seu celular”, disse.



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