O MPF abriu recentemente um inquérito para investigar um esquema de desvio de verbas envolvendo uma procuradora regional do Trabalho e ONGs no Paraná.

Segundo o órgão, o esquema de improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento ilícito envolveria a procuradora regional do Trabalho Margaret Matos de Carvalho.

Segundo o órgão, ela formalizou 33 acordos judiciais que geraram cerca de 20 milhões de reais em verbas destinadas a entidades que seriam controladas pela própria procuradora e uma laranja do esquema.

O novo inquérito tenta descobrir o destino de 14 milhões de reais desviados pelo esquema. O Ministério Público Federal aponta o uso de métodos que visavam dificultar a rastreabilidade financeira dos valores.

“A correição extraordinária do MPT revelou malversação sistêmica em 33 acordos judiciais conduzidos pela procuradora Margaret Matos de Carvalho, cujas destinações totais atingem 20 milhões de reais restando aproximadamente 14 milhões de reais em repasses públicos sem objeto de responsabilização judicial específica”, diz o despacho do procurador da República Diogo Castor.

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A procuradora já é alvo de uma ação de improbidade que apura o desvio de 6 milhões de reais de um acordo com grande banco nacional.

A gravidade das condutas e a existência de improbidade administrativa continuada e dolo já foram reconhecidas pelo Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho no âmbito de um processo administrativo.

Atualmente, o MPF aguarda a sentença de uma ação de produção antecipada de provas, que inclui pedidos de quebra de sigilo de dezenas de envolvidos.

Essa etapa é considerada crucial para mapear o destino final do dinheiro nos demais acordos e entidades sob suspeita.



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