Os bancos e outras instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN) já devolveram R$ 14,6 bilhões, desde o início da operação do Sistema de Valores a Receber (SVR), em janeiro de 2022. Com o passar do tempo, no entanto, o saldo só aumenta.

No início da operação do SVR, havia cerca de R$ 8 bilhões a serem resgatados. Em março deste ano, mesmo com a devolução de R$ 14,6 bilhões, ainda havia quase R$ 10,6 bilhões esquecidos. Os dados são apurados pelo Banco Central (BC).


Como consultar o dinheiro esquecido

  • Acesse o site do Sistema de Valores a Receber (SRV) no período de saque informado na primeira consulta. Caso tenha esquecido as datas, é possível voltar ao sistema na repescagem.
  • Faça login na conta gov.br (nível prata ou ouro). Caso não tenha conta em alguns dos dois níveis, adiante o cadastro ou aumente o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br.
  • Leia e aceite o termo de responsabilidade.
  • Verifique o valor a receber, assim como a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber.
  • Escolha a opção, entre as indicadas pelo sistema: “Solicitar por aqui”, para devolução do valor via Pix, em até 12 dias úteis; ou “Solicitar via instituição”, voltado para usuários que não têm Pix.

Segundo a autoridade monetária, R$ 8,14 bilhões estão disponíveis para 45,3 milhões de clientes, enquanto R$ 2,44 bilhões podem ser retirados por 5 milhões de empresas.

Valores

A maior parte dos valores é de até R$ 10 (62,89%), e a menor parte, de valores acima de R$ 1 mil (2,05%). Além disso, os bancos são os maiores detentores dos valores esquecidos:

  • Bancos: R$ 6,259 bilhões;
  • Administradoras de consórcio: R$ 2,603 bilhões;
  • Cooperativas: R$ 975,3 milhões;
  • Instituições de pagamento: R$ 399,9 milhões;
  • Financeiras: R$ 224,14 milhões;
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 106,69 milhões;
  • Outros: R$ 7,34 milhões.

Dinheiro para o Desenrola 2.0

Anteriormente, o Ministério da Fazenda havia informado que não havia prazo para os clientes retirarem os recursos das instituições financeiras. No entanto, com o lançamento do Novo Desenrola Brasil, conhecido como Desenrola 2.0, a regra mudou. O objetivo do programa é reduzir o endividamento recorde da população.

O uso do “dinheiro esquecido” para garantir o desconto nas dívidas deve ocorrer, porque parte do saldo será transferida para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que será ofertado aos bancos como garantia na renegociação de dívidas.

Bancos devolvem R$ 14,6 bilhões, mas dinheiro esquecido só aumenta - destaque galeria

Presidente Lula no lançamento do Desenrola 2.0
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Presidente Lula no lançamento do Desenrola 2.0

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Presidente Lula participou de solenidade do Desenrola 2.0
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Presidente Lula participou de solenidade do Desenrola 2.0

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou regras do programa
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou regras do programa

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Presidente Lula no lançamento do Novo Desenrola
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Presidente Lula no lançamento do Novo Desenrola

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Programa visa zerar o endividamento das famílias
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Programa visa zerar o endividamento das famílias

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A transferência do “dinheiro esquecido” para o FGO poderá mobilizar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões do que havia no SVR até 31 de dezembro de 2024. As instituições financeiras tinham até essa terça-feira (12/5) para transferir os recursos ao FGO.

No entanto, haverá uma última chance de retirar o valor que estava disponível até 31 de dezembro de 2024. O governo federal vai publicar um edital com prazo de 30 dias para que os interessados contestem a transferência e apresentem documentação para requerer o dinheiro de volta.



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