
Nesta quarta-feira, 15, um júri americano determinou que a produtora Live Nation exerceu monopólio ilegal por meio de sua empresa de vendas Ticketmaster, violando leis federais e estaduais. Segundo Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia, as empresas são responsáveis por condutas anticompetitivas e prejudiciais à indústria musical, com cobranças excessivas aos consumidores.
O veredito foi divulgado após quatro dias de deliberações e as sanções podem resultar na separação da Live Nation e da Ticketmaster. O julgamento levou o CEO da produtora, Michael Rapino, ao banco de testemunhas, e questionou casos como a venda de ingressos da The Eras Tour, realizada pela cantora Taylor Swift entre 2022 e 2023.
Considerada a maior plataforma de venda de ingressos do mundo, a Ticketmaster ainda não comentou o veredito, mas seus advogados informaram que divulgariam uma nota. O processo civil acusa a Live Nation de usar sua influência para sufocar a concorrência, impedindo que casas de espetáculo trabalhem com mais de uma plataforma de venda de ingressos.
“Durante tempo demais, a Live Nation e a Ticketmaster têm se aproveitado dos fãs e dos artistas, aumentando os preços dos ingressos e sufocando qualquer concorrência que ameaçasse suas posições”, afirmou Letitia James, procuradora-geral do estado de Nova York.
Segundo ela, foi estimado pelo júri que os clientes foram vítimas de uma cobrança excessiva de 1,72 dólar por ingresso vendido como resultado desse monopólio, considerando o período de 2020 a 2024. Ainda na quarta-feira, as ações da Live Nation encerraram em queda de 6,29% na Bolsa de Nova York.
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