O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta sexta-feira (15) que o também pré-candidato Romeu Zema (Novo) “se precipitou” ao criticá-lo pela troca de mensagens de voz com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Na tarde de quarta-feira (13), o portal Intercept Brasil noticiou que Flávio negociou um repasse de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) diretamente com Vorcaro para financiar um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Horas após a publicação do site, Zema divulgou um vídeo em suas redes sociais classificando a conversa entre Flávio e Vorcaro como “imperdoável”.
“Obviamente, eu acho que ele [Zema] se precipitou. Ele me conhece, sabe que não tem nada de errado. Ele foi induzido a erro, acho que no afã de querer ser o primeiro a falar alguma coisa. Normalmente, o mineiro tem mais calma na hora de falar”, disse Flávio a jornalistas nesta manhã.
Ainda de acordo com o senador e pré-candidato, Zema é “uma pessoa que pensa mais, que raciocina, que avalia a situação e depois se posiciona”.
“É um perfil prudente, que acho importante na política. Óbvio que ele se precipitou. Os esclarecimentos que eu trouxe, espero que tenham feito ele refletir sobre isso”, concluiu Flávio.
Ala da direita vê “erro” de Zema
Como mostrou a âncora da CNN Brasil Tainá Falcão, a crítica feita por Zema a Flávio irritou uma ala da direita, até então bem relacionada com o ex-governador de Minas Gerais.
Nomes próximos ao bolsonarismo classificam a postura como “erro” e “oportunismo fora de timing”.
A leitura do entorno do senador é de que Zema tenta se descolar preventivamente do desgaste do caso e ocupar espaço no campo da direita com discurso de maior rigor ético.
O ex-governador já vinha adotando postura distinta à de Flávio ao fazer uma ofensiva radical contra o STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de atrair o eleitor incomodado com a postura ponderada adotada pelo filho de Bolsonaro.