Moradores de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, realizam um protesto na Rua Alexandre Davidenko, iniciado no fim da tarde desta sexta-feira (3/4). O motivo da manifestação seria a morte de Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, ocorrida na madrugada passada, durante uma abordagem policial na Rua Edimundo Audran, próximo ao local.
Os manifestantes montaram uma barricada e atearam fogo em objetos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes do Choque foram encaminhadas para o local.
Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também houve uma tentativa de atear fogo em um ônibus. Até o momento, não há informações sobre feridos ou detidos.
Segundo a Polícia Militar (PM), foram montados cinco pontos de bloqueio. “Existe risco de confronto entre manifestantes e forças de segurança. Reforçamos a recomendação de que a população evite circular nas imediações.” Um pelotão do 4º Baep foi destacado para o local, ” reforçando para manter a ordem, preventivamente”, diz a corporação.
O que diz o boletim de ocorrência
Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, Thawanna e o marido, Luciano dos Santos, estavam andando na rua, quando a viatura da PM passou ao lado deles. Ainda conforme o registro policial, Luciano acabou esbarrando no retrovisor do veículo e, ao gritarem para a viatura, os agentes retornaram ao local. Os PM relataram na delegacia que Thawanna passou a discutir de forma exaltada e que chegou a agredir fisicamente a agente Yasmin Cursino Ferreira.
Marido da vítima conta outra versão
A versão é diferente da relatada pelo marido da vítima. No depoimento, Luciano afirmou que uma policial desceu da viatura e efetuou um disparo em direção à esposa dele. Na sequência, temendo ser interpretado como ameaça, Luciano afirmou que retirou a blusa dele e a bolsa, colocando os objetos no chão, com o intuito de demonstrar que não oferecia risco aos policiais.
Investigação
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas. Os policiais foram colocados em funções administrativas até o fim da investigação.
O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.