O resto do mundo tem dificuldades em entender as razões que levaram Donald Trump a entrar em guerra contra o Irã. Resto do mundo menos Israel, bem entendido, que sabe muito bem o que lhe interessa e o que lhe serve nesse conflito.
Também nos Estados Unidos há uma grande dificuldade em entender, justificar e apoiar a ação militar ordenada por Trump e essas dificuldades se expandem também pelo Partido Republicano e um pouquinho até no movimento MAGA, que em geral considera genial qualquer coisa que Trump faça ou diga.
A história está cheia de exemplos de dirigentes que pagaram um enorme preço por desprezar os fatos da realidade, como a capacidade de reação do inimigo.
Ou superestimaram a própria capacidade em obter resultados políticos apenas a partir do uso da força militar, ou avaliaram mal as consequências de uma guerra, ou sequer tinham qualquer plano “b” para o caso do “a” não funcionar.
Trump fez tudo isso e está agora diante de uma situação complexa e difícil. Qualquer a saída que ele encontre – e espera-se que anuncie alguma coisa daqui instantes – as consequências serão de prazo ainda indefinido, mas longo.
Da mesma maneira que não tem volta o mundo de ontem que Trump ajudou a destruir, não tem volta para a economia mundial em prazo breve a ruptura dos fluxos de energia em função de uma guerra como essa que Trump escolheu e cujas consequências não previu, ou desprezou as previsões, e terá agora de administrar.