O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (07) em baixa, aos 184 292 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante da queda das commodities energéticas e do movimento global de juros, enquanto o mercado monitora os desdobramentos políticos e econômicos no exterior.

No radar dos investidores está a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um dia marcado também pela divulgação de balanços corporativos e pelo aumento do otimismo internacional em torno de um possível acordo de paz entre EUA e Irã.

Segundo informações da Reuters, a visita de Lula à Casa Branca busca reforçar a relação diplomática entre os dois países e evitar novas tarifas comerciais. O encontro também deve abordar temas como minerais críticos e cooperação no combate ao crime organizado.

Entre os principais papéis do setor financeiro, os grandes bancos operavam em queda. O Banco do Brasil (BBAS3) liderava as perdas, com recuo de -0,72%, seguido pelo Santander (SANB11), que caía -0,65%, e pelo Itaú (ITUB4), em baixa de -0,55%. Já o Bradesco (BBDC4) recuava 3,43% após a divulgação do balanço do primeiro trimestre. O dólar operava em 4,94 reais às 11h20.

Cenário internacional

No exterior, os mercados acionários avançavam enquanto o petróleo registrava queda, impulsionados pela expectativa de um entendimento entre Estados Unidos e Irã. Apesar disso, investidores seguem atentos à situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

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Trump afirmou que acredita em um desfecho rápido para o conflito envolvendo o Irã. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas analisam uma proposta americana de paz que, segundo fontes ouvidas pela Reuters, encerraria oficialmente a guerra, embora questões centrais, como o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz, ainda permaneçam sem solução definitiva.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o mercado continua operando de forma seletiva diante das incertezas econômicas e políticas. “A combinação de petróleo mais baixo, inflação ainda sensível e juros elevados mantém a bolsa em um movimento de ajuste, com os investidores tentando equilibrar a melhora do cenário externo com as incertezas internas”, afirma.



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