
A Europa conhecerá nesta terça-feira, 31, seus quatro últimos representantes na Copa do Mundo de 2026. Com disputas simultâneas em diferentes países do continente, as finais da repescagem continental prometem noites de alta tensão — e pelo menos um resultado histórico.
Itália x Bósnia — Grupo B (Canadá, Suíça e Catar)
Para os italianos, o jogo é uma questão de honra: a Azzurra ficou de fora das duas últimas edições do torneio e não pode se dar ao luxo de um novo fiasco. Tanto que os jogadores não esconderam o alívio ao saber que enfrentariam os bósnios — e não o País de Gales — na decisão. Flagrados comemorando a eliminação galesa, foram obrigados a se explicar. “Não desrespeitamos ninguém”, disse o lateral Federico Dimarco, tentando apagar o incêndio. O jogo será disputado em casa dos bósnios, que têm apenas uma participação mundialista, em 2014, no Brasil.
Suécia x Polônia — Grupo F (Holanda, Japão e Tunísia)
Em Solna, nos arredores de Estocolmo, a atenção se volta para o encontro entre dois dos centroavantes mais decisivos da atualidade. Viktor Gyökeres, em grande fase pelo Arsenal, assinou um hat-trick na semifinal diante da Ucrânia e carrega nas costas o sonho de levar a Suécia de volta ao Mundial após quatro edições ausente — com a memória afetiva do terceiro lugar conquistado justamente nos Estados Unidos, em 1994. Do outro lado, Robert Lewandowski, aos 37 anos, busca sua terceira e provavelmente última Copa do Mundo. O polonês foi decisivo contra a Albânia, de cabeça, e não quer encerrar a carreira sem mais um capítulo no maior palco do futebol.
Kosovo x Turquia — Grupo D (Estados Unidos, Austrália e Paraguai)
Em Pristina, o Kosovo vive o jogo mais importante de sua curtíssima história no futebol internacional. Independente da Sérvia apenas desde 2008 e com uma eliminatória surpreendente nas costas — incluindo uma vitória fora de casa sobre a Eslováquia nas semifinais —, o país mobilizou até o governo para a ocasião: um bônus de 1 milhão de euros aguarda os jogadores em caso de classificação. O adversário, porém, é a Turquia, favorita e sedenta por retornar ao Mundial após 24 anos de ausência, desde o histórico terceiro lugar em 2002.
República Tcheca x Dinamarca — Grupo A (México, África do Sul e Coreia do Sul)
Os dinamarqueses chegam a Praga embalados pela maior goleada da fase — 4 a 0 sobre a Macedônia do Norte — e não perdem para os tchecos há mais de duas décadas, desde a Eurocopa de 2004. Do lado tcheco, o meia Tomas Soucek resumiu o peso do momento: “Não vamos à Copa do Mundo há 20 anos. Vamos dar tudo de nós para chegar lá.” Há ainda um elemento extrafutebolístico rondando os dinamarqueses: a Copa terá os Estados Unidos como uma de suas sedes, e as relações entre os dois países estão estremecidas pelas pretensões de Donald Trump sobre a Groenlândia.
(Com AFP)