
Os investimentos em aeroportos mais do que dobraram, passando de 4,5 bilhões de reais para 9,1 bilhões de reais na comparação entre os três primeiros anos do governo Lula (2022-2025) e o mesmo período da gestão Bolsonaro (2018-2021). Já o investimento público saltou de cerca de 700 milhões para mais de 1,3 bilhão de reais. A declaração é do secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Monteiro da Franca, feita durante o VEJA Fórum de Infraestrutura, nesta sexta-feira, 27. O secretário ainda defendeu a manutenção de um ambiente de negócios estável para sustentar a atração de capital privado.
Nos portos, segundo Franca, o avanço foi ainda mais expressivo. Os investimentos privados cresceram de 6,6 bilhões para mais de 45 bilhões de reais no mesmo recorte, enquanto os aportes públicos passaram de 1,9 bilhão para 3,3 bilhões de reais.
Para o secretário, o principal desafio agora é garantir previsibilidade regulatória para manter o fluxo de capital. “Quem investe no mercado não tem medo do risco, ele tem medo da incerteza”, afirmou.
Ele também destacou que a continuidade desse ciclo depende da manutenção de regras claras e da coordenação entre diferentes atores do setor, incluindo órgãos de controle e agências reguladoras. “É necessário que as regras estejam colocadas desde o início, para que o investidor possa calcular o seu risco”, disse.
O secretário ainda apontou a necessidade de melhorar a integração entre modais de transporte e reduzir a concentração de investimentos em rodovias, que, segundo ele, não atende às necessidades logísticas do país.