O líder da oposição no Congresso, o senador Izalci Lucas, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro corre risco de vida caso não receba acompanhamento médico contínuo, ao comentar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou a prisão domiciliar. A declaração foi dada em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA.

Segundo o parlamentar, a medida já era esperada pela oposição, sobretudo em razão do estado de saúde do ex-presidente. “Se você realmente não tiver atenção 24 horas, alguém acompanhando, ele corre risco de vida”, afirmou Izalci, ao citar complicações médicas enfrentadas por Bolsonaro, como infecções e problemas decorrentes de episódios recorrentes de soluço.

O senador classificou a situação como “gravíssima” e disse que houve momentos recentes em que o quadro clínico poderia ter se agravado ainda mais. De acordo com ele, uma demora no atendimento poderia ter colocado o ex-presidente em risco antes mesmo de uma internação hospitalar.

Apesar de defender a decisão de permitir que Bolsonaro cumpra a pena em casa, Izalci criticou as restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal, especialmente em relação às visitas. Segundo ele, a limitação de encontros com familiares a dias específicos dificulta o acompanhamento adequado.

O parlamentar também argumentou que a concessão da prisão domiciliar deve ser analisada sob uma perspectiva humanitária. Ele citou outros casos de investigados que, em condições semelhantes, também tiveram o direito de cumprir pena fora do sistema prisional, mencionando inclusive o general Augusto Heleno.

Izalci ainda contestou a comparação entre Bolsonaro e presos condenados por crimes graves, afirmando que, em sua avaliação, o ex-presidente não cometeu crimes. Ele disse que há questionamentos sobre as circunstâncias que levaram à condenação e criticou o que chamou de “narrativa” construída em torno do caso.



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