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Estados Unidos e Canadá detectaram duas aeronaves militares russas perto do Alasca na quarta-feira 4, de acordo com o Comando Conjunto de Defesa Aeroespacial (NORAD).
Segundo o comando, a detecção levou ao acionamento de 12 aviões, incluindo dois caças F-35 da Força Aérea americana, dois caças F-22, quatro aviões-tanque KC-135, uma aeronave E-3 AWACS, dois caças CF-18 canadenses e um avião-tanque CC-150. O objetivo da operação era “identificar, monitorar e interceptar” as duas aeronaves militares russas TU-142.
O Tupolev TU-142 é um modelo da era soviética utilizado para patrulhas marítimas e com capacidades antissubmarino.
“As aeronaves russas permaneceram no espaço aéreo internacional e não entraram no espaço aéreo soberano dos Estados Unidos ou do Canadá”, disse o NORAD em um comunicado. “Essa atividade russa nas zonas de identificação de defesa aérea (ADIZs) do Alasca e do Canadá ocorre regularmente e não é considerada uma ameaça”, acrescentou.
As ADIZs são seções do espaço aéreo internacional que exigem que todas as aeronaves que as transitam se identifiquem.
Encontros recorrentes
O incidente ocorre após um episódio semelhante no mês passado, quando o NORAD interceptou cinco aeronaves militares russas — incluindo dois bombardeiros Tu-95, dois caças Su-35 e uma aeronave de alerta aéreo antecipado A-50 — operando perto do Estreito de Bering, na costa oeste do Alasca.
Naquela ocasião, o comando regional enviou caças F-16 e F-35, com o apoio de uma aeronave E-3 e aviões-tanque de reabastecimento, para identificar e escoltar as aeronaves russas até que elas deixassem a área.
Em setembro passado, os Estados Unidos também enviaram caças para interceptar aeronaves russas Tu-95 e Su-35 na ADIZ do Alasca, enquanto no mês anterior o NORAD interceptou uma aeronave russa de reconhecimento Ilyushin IL-20 COO quatro vezes em uma semana.
O NORAD utiliza uma rede de defesa em camadas composta por satélites, radares terrestres e aéreos e aeronaves de combate para detectar e rastrear aeronaves. Em seu comunicado, a agência afirmou que permanece “pronta para empregar diversas opções de resposta na defesa da América do Norte”.