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O empresário Pablo Marçal (PRTB) deve filiar-se ao União Brasil nesta sexta-feira, 6, em São Paulo.

De acordo com membros do partido, o objetivo é que o ex-candidato a prefeito da capital paulista em 2024 dispute uma vaga como deputado federal pelo estado e seja um grande puxador de votos para a legenda.

Figura polêmica e de grande presença nas redes, Marçal entrou para a política ao se lançar pré-candidato à Presidência da República em 2022. Dois anos depois, voltou aos holofotes ao lançar-se para a Prefeitura de São Paulo e protagonizar embates intensos com os demais candidatos. Em uma disputa apertada, com uma diferença de apenas 56,8 mil votos para o segundo lugar, Marçal terminou o primeiro turno com 28,14% dos votos, contra Guilherme Boulos (PSOL), que teve 29,07%.

Inelegibilidade

Apesar dos planos eleitorais para este ano, Marçal está inelegível até 2032 após decisão confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) no final de 2025. O motivo foi a realização de um “concurso de cortes” para as redes sociais na campanha de 2024, o que, segundo a Corte, configura uso indevido dos meios de comunicação. O caso ainda pode ser revertido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao mesmo tempo, o empresário tenta livrar-se de outros processos que pairam sobre si. Na última semana, ele aceitou um acordo na Justiça Eleitoral para engavetar o caso do laudo falso que ele divulgou contra Guilherme Boulos na véspera do primeiro turno das eleições municipais.

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Pelos termos firmado, Marçal e seu então advogado, Tássio Renam Souza Botelho, terão que ir ao fórum todo mês, não podem frequentar bares nem casas noturnas e tampouco saírem da cidade de São Paulo sem autorização judicial.

Já nesta segunda-feira, 2, outro acordo judicial foi firmado, novamente junto a um antigo adversário eleitoral: José Luiz Datena. O apresentador e o empresário fecharam na Justiça um tratado para encerrar as ações judiciais que movem um contra o outro por causa do famigerado episódio da cadeirada.

Palanque

Após a saída do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), da sigla, o União Brasil não tem mais um candidato próprio à Presidência. Ao mesmo tempo, o presidente do partido, Antonio Rueda, já declarou publicamente que a legenda não deverá se alinhar ao projeto de reeleição de Lula. Nesse cenário, as possibilidades incluem a neutralidade na disputa, com a liberação de alianças regionais, o lançamento de outro nome ou, ainda, o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto.

Em São Paulo, o União, que compõe uma federação com o Progressistas, deve apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo. Na chapa, deve disputar uma das vagas ao Senado o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública.



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